Roubo a pedestre dispara nos três primeiros meses de 2018

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Delito teve aumento de 290%, em comparação ao ano passado, e a polícia acredita que os bandidos roubam aparelhos de celular para troca em drogas

A Polícia Militar do 32° Batalhão de Macaé tem uma tarefa árdua em reduzir a criminalidade e melhorar a comunicação entre a população e o órgão. Quem mora na cidade percebe que as ações de bandidos são vistas claramente no município e o número do Índice de Segurança Pública (ISP) dispara em comparação ao ano passado.

O roubo a pedestre na cidade perdeu o controle, e diariamente vítimas registram o Boletim de Ocorrência na 123ª DP de Macaé. Segundo dados do ISP, nos três primeiros meses deste ano, foram registrados 164 assaltos nas ruas da Capital Nacional do Petróleo. Se compararmos com o mesmo período do ano passado, o número é bem menor, e chega a 42, ou seja, a ocorrência mais que triplicou, tendo um crescimento de 290% de roubo.
Para o comandante do 32° BPM de Macaé, essa é uma forma de violência que impacta diretamente na sensação de insegurança da população.

“É um crime diferenciado do de roubo de veículos. O foco dos bandidos costuma ser os aparelhos celular, facilmente trocados ou vendidos para comprar drogas. Um usuário de crack, por exemplo, não usa menos do que oito pedras por dia, o que faz com que tenha que conseguir pelo menos R$ 50 para sustentar o vício”, explica.

Segundo dados de ocorrência da delegacia de Macaé, os bairros de maiores incidências de roubos a pedestres são: Centro, Imbetiba, Cavaleiros, Novo Cavaleiros e Praia do Pecado.

No bairro Imbetiba, os equipamentos de segurança estão sendo utilizados para registrar a ousadia de bandidos. A imagem de circuito externo de um prédio registra um jovem de camisa de cor amarela, caminhando pela calçada e de repente dois criminosos em uma motocicleta abordam o rapaz e um dos bandidos coloca a mão na cintura, finge que está armado e exige o celular.

A vítima entrega o objeto e vai embora sem olhar para trás e os criminosos fogem tranquilamente. O crime aconteceu na Rua Luiz Belegard, próximo ao Asilo, uma das principais vias que liga o Centro e Imbetiba.

Os assaltos se tornaram corriqueiros em poucos meses, e os moradores da localidade investem em sistema de segurança. O medo é tão grande que os moradores preferem não comentar sobre o assunto.