Bastidores da cidade já vivem expectativas sobre a batalha pela sucessão do prefeito, que ocorrerá em 2020

Apesar da tradição ser o caminho trivial para qualquer cenário político, o futuro administrativo de Macaé exige algo novo, com base na reinvenção que a própria matriz de desenvolvimento da cidade, o petróleo, foi obrigada a buscar. A pouco mais de um ano do processo que definirá os rumos da cidade após a era “da mudança”, um sentimento diferente começa a pairar sobre a cidade que certamente não repetirá nenhuma outra fórmula de poder, seja as já conhecidas, seja as que se demonstraram ineficientes antes mesmo de promover resultados.

Como no passado deixado após a vitória de Dr. Aluízio Júnior em 2012, a tradição não diz respeito apenas aos ritos encenados após o fim dos ciclos políticos. A transição de poder, por ordem familiar ou laço consanguíneo, representa hoje algo que não cabe mais ao xadrez eleitoral, que passa a ter um principal jogador: o próprio povo. Composta por ciclos, a história política da cidade demonstra de forma evidente que há uma relação direta entre a renovação dos aspectos administrativos e a ascensão de nomes que marcaram a Princesinha do Atlântico, hoje Capital Nacional do Petróleo.

De Cláudio Moacir de Azevedo a Bicho Velho, de Carlos Emir Mussi a Silvio Lopes, de Riverton a Aluízio, há uma ascensão continua da vontade do povo em apostar no novo. Só que dessa vez, o diferente prevalecerá sobre a receita pronta. Em Macaé, há tempos que o futuro não repete o passado, especialmente por conta da opinião pública ser evidentemente progressista e com uma tênue relação anarquista.
Não se trata aqui avaliar nomes dispostos a brigar pela sucessão, seja pela idade física, ou por ideias políticos.

O fato é que o novo significa a capacidade de compreender que, o que está no passado, representa de fato o sentimento que precisa ser resgatado para se construir uma história nova. Se hoje o petróleo já é passado, a Bacia de Campos, gênese das atividades offshore no país, volta a ser a genitora do progresso que mudará por completo o cotidiano da sociedade macaense, através do gás.

E não restam mais dúvidas de que só uma mente capaz de compreender o quanto o fim do ciclo do petróleo foi tão doloroso para milhares de famílias locais, terá a capacidade de conduzir a uma nova fase, onde a força da própria sociedade será capaz de superar qualquer discurso de ódio, enfrentamento ou guerra, mantendo a cidade longe de tradições que tornam Macaé, anos e anos, um espaço de privilégios para poucos, em detrimento do sofrimento de muitos.

Aberta temporada de pré-candidatos

Como é tradição na política da cidade, nomes começam a ser ventilados nos bastidores, na busca por alianças e parcerias que possam efetivar candidaturas. Os pré-candidatos que possuem projetos viáveis são:

Welberth Rezende (PPS) – ex-vereador, Welberth assumiu em janeiro deste ano cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A pré-candidatura se apresenta com o apoio da maioria esmagadora da Câmara, em especial, o próprio presidente do Legislativo, Dr. Eduardo Cardoso.

 

Chico Machado (PSD) – ex-vereador e atual deputado estadual, Chico Machado deve disputar, pela segunda vez, a eleição para prefeito de Macaé. A sua pré-candidatura ganha força por relações com o presidente da Alerj, André Ceciliano, e com o governador Wilson Witzel (PSC).

 

Dr. Márcio Barcelos (MDB) – cumprindo mandato de suplente de vereador, Dr. Márcio Barcelos possui experiência dentro do plenário da Câmara. Médico cirurgião, concentra a base eleitoral na região serrana, especialmente no Sana. A pré-candidatura é ventilada por rumores de dentro do governo.

 

 

 

Felício Laterça (PSL) – delegado da Polícia Federal, conquistou o primeiro mandato eletivo no ano passado, ao garantir vaga de deputado federal. A pré-candidatura surge em meio a onda do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

 

 

 

André Longobardi (sem partido) – empresário, concorreu a eleição de 2016 como vice de Chico Machado. Atualmente é assessor da presidência da Alerj.

 

 

Silvinho Lopes (PSDB) – empresário, Silvinho foi nome forte ao longo dos mandatos de prefeito do pai, o ex-prefeito Sylvio Lopes. Através desta herança, a sua pré-candidatura é dada como certa por grupos da política local que participaram da gestão municipal passada.

 

 

 

Maxwell Vaz (SD) – Ex-funcionário aposentado da Petrobras, Maxwell atualmente exerce o seu terceiro mandato de vereador na Câmara Municipal. É presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente, Proteção dos Animais e Saneamento Básico e um dos principais líderes da bancada de oposição.

 

 

? – O governo deve indicar nome para disputar a sucessão da gestão do prefeito Dr. Aluízio. Apesar de ainda fazer mistério sobre o assunto, o médico e prefeito deve anunciar apoio a algum projeto, como fizeram os seus antecessores.

1 COMENTÁRIO

  1. Cadê o nome do Amaro Luiz????
    Porque não falam dele já que todos sabem que ele vem como pré candidato…
    SERA PORQUÊ ELE É DO OUTRO LADO DA PONTE????

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