Embarcação vira em alto mar e três pescadores ficam à deriva

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Barco virou as quatro horas da manhã, e pescadores foram resgatados pelos agentes do Corpo de Bombeiros

Agentes do Corpo de Bombeiros de Macaé realizaram buscas pelas vítimas, onde dois tripulantes conseguiram escapar e um foi resgatado

Quando a gente diz que a união faz a força, não é da boca para fora. Na manhã desta quinta-feira (18), três pescadores foram resgatados em Macaé, após a embarcação virar. Os tripulantes ficou pelo menos quatro horas a espera do resgate.

Curiosos acompanhavam o socorro, e o momento era de euforia quando os agentes do Corpo de Bombeiros conseguiram avistar o pescador dentro do barco com vida. Num esforço em conjunto de pescadores e Bombeiros, Paulo uma das vítimas, foi retirado debaixo da embarcação. Ele foi arrastado pela correnteza até a areia da orla da Barra de Macaé. Por sorte saiu do acidente com alguns ferimentos. A missão resgate na Barra atraiu dezenas de pessoas que estavam torcendo por um final feliz. Para muitos foi um milagre ter saído com vida.

O pescador Genaldo Gonçalves disse que os pescadores estavam em alto mar há uma semana e eles foram orientadores pela Marinha para retornar com a embarcação, pois já estava previsto uma frente fria para a região e a ressaca no mar.

Paulo recebeu os primeiros socorros e foi encaminhado para o Hospital Público de Macaé. Ele estava acompanhado na embarcação de outros dois pescadores. Um deles foi identificado como David Ferde Lima, de 26 anos. O pai, Ivan de Lima, acompanhou o resgate e se emocionou ao ver o terceiro resgate. “´É coisa de Deus mesmo. O barco virou às 4 horas da manhã e estamos aqui na torcida e confiante em Deus. Enfim, tudo deu certo. Não podemos arriscar no mar”, disse Ivan, emocionado ao ver o filho sendo resgatado.

Segundo os pais dos pescadores, os tripulantes voltavam para a casa quando se depararam com o mar revolto. Ao tentar atracar no Mercado de Peixe o barco virou.

Ocimar Pereira também é pescador e era o antigo dono da embarcação. Ele conta que a experiência de Paulo o ajudou a permanecer vivo durante o tempo que ficou preso. “Foi um sufoco. Foi triste ver a morte de perto”, detalhou.

Após o resgate mais um momento de união, para remover o barco, mas dessa vez sem o medo de perder uma vida. As vítimas passaram pela triagem no HPM e receberam atendimento médico.