Assaltos assustam Morada das Garças

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De acordo com Setor de Roubos e Furtos da 123ª DP, as investigações estão sendo realizadas através de um mapeamento de áreas

Moradores relatam onda de assaltos no bairro a qualquer hora do dia

Em mais uma edição, a reportagem de O DEBATE relata a onda de assaltos que vem assolando Macaé. Na semana passada, moradores dos bairros Riviera, da região central e usuários do transporte que diariamente esperam ônibus na RJ 106 (Rodovia Amaral Peixoto), próximo a Brasil Center, relataram sensações de medo, insegurança e pediram também mais policiamento.

Na edição de hoje, moradores do bairro Morada das Garças, localizado entre a Praia do Pecado e a Lagoa de Imboassica, falam sobre a onda diária de assaltos na região. Os roubos acontecem a qualquer hora do dia, sempre envolvendo dois homens de moto.

Na última terça-feira (17), às quatro horas da tarde, uma mulher teve o celular roubado quando caminhava pela rua José Henrique da Silva. Uma testemunha, que presenciou o assalto e que prefere não ser identificada, afirmou que o assalto foi cometido por dois homens, ocupando uma moto, sem placa de identificação.

“Eu vi que um deles trajava uma blusa laranja e tinha cor parda, cabelo cortado. Estava de capacete. A vítima, falando ao celular no momento do assalto, entregou o aparelho sem reação nenhuma, com uma arma apontada para ela. Foi tudo muito rápido. O assaltou durou uns 20 segundos. Em seguida, fugiram tomando rumo ignorado”, relatou. Uma moradora da rua José Henrique da Silva, C.R.F..C.H., 33 anos, afirmou que mora no bairro há seis anos e que os assaltos não eram constantes.

“Me lembro que na gestão do antigo prefeito, os assaltos não eram muitos como agora. Prometeram para nós que câmeras de monitoramento seriam colocadas aqui na rua, mas até agora nada. Essa sensação de insegurança é ruim, porque não posso sair com meu filho para passear na praia todos os dias no final da tarde, porque tenho medo dos assaltos. São muitos na Praia do Pecado e na Lagoa. Aqui perto do antigo terminal, soube que uma empregada doméstica quase foi violentada nessa semana. Muito deserto. Precisamos de policiamento mais ostensivo nessa região”.

A nossa equipe de reportagem entrou em contato com o 32° BPM de Macaé, mas até o fechamento desta edição, não tivemos nenhuma resposta.