Ações de demolição na Ajuda em fase de conclusão

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Os imóveis demolidos são provenientes de construções irregulares do Complexo da Ajuda

Famílias estão realocadas em novo endereço com mais segurança e qualidade de vida

A Prefeitura de Macaé, através da Secretaria Adjunta de Habitação, que faz parte da Comissão de Pronta Ação, realizou nesta quarta-feira (28), mais uma ação de demolição no bairro Ajuda. A medida faz parte do cronograma de entrega das 128 casas no Conjunto Habitacional Prefeito Carlos Emir. As demolições estão na fase final e, após esta atividade, logo seguirá o trabalho de retirada dos entulhos. As 128 famílias já estão realocadas no novo endereço, dentro da política habitacional que promove a regularização fundiária de áreas de invasão e risco. Os imóveis demolidos são provenientes de construções irregulares do Complexo da Ajuda.

Tânia Jardim, responsável pela pasta da Habitação, pontua a importância do trabalho em equipe para alcançar o objetivo, que é exatamente a realocação das 128 famílias, e a ação da demolição adequada com profissionais preparados, unindo vários órgãos competentes, formando a Comissão de Pronta Ação.

“Acompanho de perto toda a ação. Respeitando um cronograma de atuação, registra-se um excelente trabalho de equipe. E o mais importante é a garantia do direito social à moradia, o que foi feito. As famílias, todas, já foram para sua nova residência em área própria para moradia, e com equipe da Habitação acompanhando desde o início e, no atual contexto, o pós morar”, disse a secretária.

A Comissão de Pronta Ação, além da equipe da Habitação, também inclui representantes das secretarias de Ordem Pública, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Serviços Públicos, Ambiente e Sustentabilidade, Defesa Civil, Procuradoria Geral, além das polícias Civil e Militar.

Jorge Luiz Pinto e Eupídio Leonel estão na equipe através da Ordem Pública, atuando no processo desde o início, onde participam da demolição como interferências amigáveis e contextualizadas, quanto às demandas de resistência encontradas no decorrer das ações propostas, abordagens e segurança da equipe e local.

Para Jorge, atender a equipe de pronta ação é um dever e procura fazer, em conjunto, o melhor, a fim de finalizar o trabalho com eficiência. “Além da missão dada, procuramos mobilizar e acionar outros órgãos competentes, se necessário for, para atender imprevistos que podem acontecer no decorrer das ações, com o objetivo de sempre estarmos atentos na promoção da segurança”, registra Jorge, representando o secretário de Ordem Pública.

Representando a Secretaria de Serviços Públicos, Amaro Antônio Matos, também conduziu as ações de demolição desde o princípio e, na atividade de hoje, concluiu que a ação só progrediu, mesmo com contratempos. “Estamos com a possibilidade de utilização de uma máquina esteira, onde há um considerável ganho na produção, adiantando bem o trabalho”, destaca Amaro Antônio.

A Equipe da Habitação é formada por engenheiros, arquitetos e assistentes sociais cobrindo todo o trabalho, objetivando seguir o cronograma planejado.

Renato Schueler e Adriana Marcondes, arquitetos e urbanistas, registram a conclusão do trabalho feito na beira do canal do bairro Ajuda. “Próxima ação, com 100 % de adesão, será em residências construídas irregularmente próximas à torre da Enel”, explica Adriana, acrescentando que nas áreas já liberadas há projetos de utilização para avenida beirando o canal, ampliações de vias e urbanização da via principal do Planalto da Ajuda.

“É importantíssimo registrar que, antes da mudança e, mediante autorização de demolição, os beneficiários tiveram acompanhamento da equipe da habitação, através de oficinas para melhor convívio em grupo, visitas guiadas, informações sobre a nova moradia e conhecimento das adaptações para necessidades especiais. Cumprimos um cronograma com todas essas ações até chegar no processo de finalização, onde todas as 128 famílias já estão realocadas e continuam recebendo assistência e acompanhamento no pós morar”, afirma Adriana Marcondes.

Luciano de Carvalho, assistente social, acrescenta a importância de destacar um diferencial: “As 128 casas são sem custo aos beneficiários, visto que estão inseridos numa proposta maior de urbanização do bairro Ajuda”, disse.

Para o engenheiro Vinícius Vanderley, responsável pelo consentimento e acompanhamento dos imóveis demolidos, que também atua na ação de demolição do bairro Lagomar, a importância da segurança e do trabalho em equipe. “A ação é decorrente de todo um planejamento, onde o trabalho se desenvolve da melhor forma possível. Já estamos na fase final, considero atingidas as metas estabelecidas”, ressalta o engenheiro, acrescentando também a importância do trabalho de demolição no Lagomar, que consiste em preservar a área do Parque Nacional de Jurubatiba, removendo construções na faixa de amortecimento.

2 COMENTÁRIOS

  1. Esta certíssimo Deco, inclusive, aquela área após o Estádio da Barra, até o Bar do Côco, invadiram aquela área da Marinha, matando tudo que tem em volta, contruções irregulares, mais barracos, favelas e invasões, lamentável, aí depois controem casas para os invasores, POR QUE DEIXAM CONSTRUIR / INVADIR ? Aproveitando a deixa, a caminho da Serra de Macaé, logo após o trevo, tipo 02 a 03 quilometros em direção a serra, tem uns invasores do SEM TERRA ali, já fizeram um grande acampamneto por lá, O ESTÃO ESPERANDO PARA RETIRAR AQUELE POVO DALI? Vão esterar as contruções, para depois, o Município com nosso dinheiro INDENIZAR OU CONTRUIR NOVAS CASAS PARA OS BONITOS, vamos tomar atitudes para valer pessoal, abraços…

  2. Vamos parar de conversa fiada. Macaé inteira tem ocupações ilegais desde o Lagomar passando por todos bairros favelados até o Centro. O Centro também está cheia de ocupações ilegais,algumas oriundas da gestão Silvio Lopes. Estas ocupações impedem a prefeitura ter uma planejamento adequado de obras de saneamento e estruturais. É claro criando a maior rede de gatoenergis e gatonets. A ocupações ilegais dos quais a Marinha do Brasil fechou os olhos e permitiu grandes danos ao meio ambiente.

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