A que ponto chegamos

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O futuro da nação depende hoje, única e exclusivamente, de acordos políticos que geram improváveis alianças capazes de sustentar projetos eleitorais que, mais uma vez, correm o risco de destoar, por completo, das expectativas que a sociedade brasileira apresenta sobre as mudanças ainda não realizadas na gestão pública, em todas as suas esferas.

Enquanto candidaturas tentam ser consolidadas a partir de escolhas partidárias que tentam salvar projetos ameaçados pelo andamento da Operação Lava Jato, o eleitor brasileiro precisa elevar o sarrafo ao definir os critérios que serão aplicados para definir quem irá depositar o crédito do voto, algo ainda mais importante no atual momento da democracia nacional.

Desde o impeachment até a prisão de ex-deputados, governadores e até presidente da República, ainda não há um caminho direcionado para a redefinição do sistema político nacional. E nada próximo a isso foi debatido pelo Congresso Nacional ao propor a chamada reforma eleitoral.

Enquanto as decisões sobre os candidatos ainda forem dos partidos, que visam apenas sistemas de sobrevivência dentro da “selva” em que se tornou Brasília, o eleitor fica sem condições ou chances de apostar, todas as fichas, em candidatos que prometem mundos e fundos, sem ter a liberdade necessária para mudar o curso da democracia nacional.

Prodígios não surgirão em meio ao mar de lama da corrupção, que não está representada apenas nos desvios de dinheiro público, mas também em todas as estratégias de disseminar o ódio, promover terrorismo e manipular a opinião do povo, em detrimento de uma disputa que não vai levar o Brasil para o caminho que verdadeiramente merece.

Ao possuir uma participação expressiva na recondução do progresso da economia nacional, Macaé abre mão de participar de um processo de retomada da política regional, ao evitar a consolidação de projetos que visam elevar representantes locais aos poderes legislativos do Estado e da União.

Sem construir uma aliança focada em resolver pendências, Macaé volta a perder espaço dentro de um jogo que, apesar de ainda ser marcado por trapaças, pode sim gerar vitórias para o município que tenta se manter como a Capital Nacional do Petróleo, ao sofrer ataques geopolíticos de cidades que ainda sabem explorar a política, seja de forma positiva ou negativa.