Guilhermina Rocha, presidente do Sinpro Macaé e Região

Neste sábado (18), às 14h, acontece a plenária unificada virtual do Sindicato dos Professores da Rede Particular de Ensino de Macaé e Região sob o apoio da Fiocruz, para dialogar sobre o retorno às aulas presenciais

 

‘Defender a vida na pandemia: por que não é hora de voltar’, é o nome do documento produzido pelo Comitê em Defesa da Vida e assinado pelo Sindicato dos Professores da Rede Particular de Ensino de Macaé e Região (Sinpro Macaé e Região) que vem promovendo ações em prol da saúde e do bem-estar dos docentes frente ao cenário pandêmico.

Neste sentido, acontece neste sábado (18), a partir das 14h, a plenária unificada virtual, para discutir com todos os professores participantes, sobre à retomada das atividades e das aulas presenciais pelas escolas, sobre quando acontecerá e como procederá o processo que requer uma série de cuidados.

Segundo Guilhermina Rocha, presidente do Sinpro Macaé e Região, que abrange oito municípios, em virtude da crise sanitária, o sindicato também teve que se adaptar a essa nova realidade, buscando mecanismos de proteção e atuando de forma remota, seja na sede situada em Macaé, ou na subsede, localizada em Rio das Ostras. “O sindicato entende que além de tratar as questões de ordem corporativa, no sentido trabalhista, entende que existe uma situação atípica em relação à crise sanitária. Os professores tiveram que se adaptar a essa nova realidade, tendo que se recriar, passando da sala de aula para sala de casa do docente, aprendendo novas formas de adaptar no trabalho home-office sob o apoio da tecnologia”, ressalta.

Guilhermina destaca que, primeiramente, o sindicato vem orientando os professores sobre o que tange os seus direitos, visto que apesar de ser uma situação excepcional, os direitos dos professores são assegurados através dos acordos e convenções coletivos e, sobre como proceder referente a sua saúde, carga horária, uso da imagem e outras questões. Com isso, o sindicato produziu cartazes e mensagens a fim de nortear os docentes nessas questões.

A presidente aborda que o ponto central entre a parceria entre o Sinpro Macaé e Região e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) se inicia da necessidade de chamar atenção sobre o significado desse trabalho remoto. Nesse quarto mês de confinamento, se começa a perceber uma certa pressão, como a audiência pública em Macaé, no próximo dia 20, sobre o retorno às aulas presenciais. “Hoje entendemos que tratar a educação em tempo de pandemia é fazer a palavra de ordem em defesa da vida. Estamos lançando uma chamada em que, hoje, não existe a possibilidade de retorno às aulas presenciais no estado do Rio de Janeiro e no Brasil, sem que se tenha alguns protocolos de garantia de segurança, o que é inviável no momento”, pontua.

De acordo com Guilhermina, saiu uma reportagem recentemente que se liberar, teremos um impacto de mais de 17 mil crianças mortas, e isso não é algo simples, como aconteceu nos países França e Portugal, que retornaram e suspenderam as aulas novamente.

“A educação infantil, que é um dos segmentos mais prejudicados por conta da dificuldade de se assegurar o trabalho remoto à criança de 1 a 3 anos, até porque não é obrigatório, já que para o MEC o trabalho da educação infantil começa para a partir dos quatro anos, a não obrigatoriedade fez com muitas escolas de educação infantil tivessem impactos muito maiores. Mães, é necessário pensar que qualquer decisão de retorno hoje, poderá trazer um prejuízo maior que será a morte”, finaliza.

Para participar da plenária aberta do Sinpro Macaé e Região e Fiocruz, basta se inscrever através do link https://meet.jit.si/PlenariaSinproMacae.