As aulas seguem remotas no município

Ainda sem decisão, as aulas seguem acontecendo remotamente

 

Podendo retomar as suas atividades presenciais em setembro, após o decreto assinado pelo governador do estado do Rio de janeiro, Wilson Witzon (PSC), e publicado em edição extra do Diário Oficial na última quarta-feira (19), o qual autoriza o retorno das escolas particulares a partir do dia 14 de setembro, e das escolas públicas, a partir do dia 05 de outubro, o assunto vem gerando debates e dividindo opiniões, não sendo diferente em Macaé.

Segundo a Presidente do Sindicato dos Professores da Rede Particular de Ensino de Macaé e Região (Sinpro Macaé e Região), Guilhermina Rocha, o sindicato reafirma que prestigia a comunidade científica, que de forma ampla e pública, indica ser inapropriado o retorno nesse momento. “Nosso compromisso é com a vida. Com isso, o sindicato convoca a categoria a se mobilizar e não aceitar a pressão do patronal para o retorno às atividades presenciais”, ressalta.

De acordo com o decreto que possui caráter de recomendação, apesar do que institui o governador, a permissão de liberação oficial cabe à prefeitura de cada município. Em Macaé, o prefeito Dr. Aluízio vem se reunindo com os representantes das secretarias de Educação e Saúde que juntos vêm elaborando um protocolo oficial para quando as aulas retornarem. Neste sentido, na última quinta-feira (20) aconteceu a segunda reunião da comissão com a presença do Dr. Bruno Cavaco, representando o Ministério Público.

Vale dizer que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma das entidades de pesquisa e ciência em saúde pública mais conceituadas mundialmente, encaminhou um documento à Comissão Permanente de Educação da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro apontando os inúmeros riscos quanto ao retorno físico e recomendando a não reabertura.

Apesar de gerar debates e dividir opiniões entre os profissionais da categoria, funcionários, pais e responsáveis, até o momento não há a confirmação de retorno às aulas presenciais ainda esse ano na cidade. Neste sentido, as aulas seguem acontecendo remotamente pelas unidades pública e privada de ensino.