Servidores já organizam manifestações para cobrar revisão salarial e de benefícios - Rui Porto Filho/Secom

Twitter passa a ser novo canal de debate entre representantes da categoria e o governo

Após a liberação de cerca de R$ 20 milhões em pagamentos do benefício do triênio, os servidores efetivos travam uma nova batalha com a prefeitura, com objetivo de garantir o reajuste salarial congelado há mais de três anos. Ainda sem condições para um diálogo aberto e institucional, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Macaé (Sindservi) e o prefeito utilizam o Twitter para apresentar pontos divergentes sobre o direito do funcionalismo público em garantir a revisão do salário-base, de acordo com os índices da inflação.

O pagamento do triênio, que é um adicional por tempo de serviço previsto pelo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) do funcionalismo público, reacendeu nesta semana o debate sobre o reajuste, o que já leva o Sindicato a planejar manifestações.

“O prefeito joga para o servidor a culpa pelos problemas do serviço público. Cabe ao gestor oferecer mais condições de trabalho e não colocar o povo contra os servidores. O reajuste vai ser cobrado na justiça, pois o diálogo já se perdeu há tempo”, registrou o Sindicato em seu perfil nas redes sociais.

E pelo que se percebe, a posição do governo será a mesma dos últimos anos: sem reajuste e sem qualquer caminho para negociação com a categoria. Tradicionalmente, as negociações para a campanha do dissídio coletivo ocorrem entre março e abril, para que a definição do índice de revisão salarial e de benefícios ocorra em maio, data-base para a concessão destes direitos.

No entanto, ao longo dos últimos anos, o governo não abriu espaço para essa negociação. E neste ano, ainda não há um posicionamento oficial do Executivo sobre a pauta.

1 COMENTÁRIO

  1. O executivo não é dono do órgão público, ele é posto ali para administrar a coisa pública. Quando acha que não tem que pagar as contas devidas ao servidor, ele só deixa uma saida: pleitear na justiça. O problema é quando tais causas na justiça não andam, dando entender que o judiciário e o executivo podem estar trabalhando combinado.

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