Moradia

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Um dos principais retratos da transformação social sofrida por Macaé ao longo de quatro décadas de prosperidade do petróleo, o processo de urbanização da cidade ainda requer um planejamento adequado e necessário para oferecer qualidade de vida a habitantes que apostam na recuperação do município.

Entre 2000 e 2010, de acordo com dados do IBGE, Macaé recebeu cerca de 10 mil novos moradores por ano, uma migração gerada pela abertura de postos de trabalho, que provocou o improviso de moradias, um cenário ainda visto em quase todos os bairros e comunidades do município.

Uma transformação que fortaleceu também um dos pilares da economia local, essa migração foi responsável por formar novos bairros e ocupar áreas de preservação ambiental, representando hoje o maior déficit habitacional que a cidade já viu.
Nos últimos 10 anos, unidades habitacionais sociais foram construídas, como o condomínio Bosque Azul, um alto investimento do governo federal, que foi capaz de gerar bônus político para atual administração municipal que soube usar os apartamentos como uma das estratégias que garantiram a reeleição em 2016.

Além disso, hoje o município vive um verdadeiro impasse sobre a ocupação desordenada do solo diante da implantação de loteamentos sem a infraestrutura necessária, em função de acordos que ferem as regras legais, gerando um impasse imensurável que custa caro ao bolso do cidadão e aos cofres públicos.

Com a crise, o metro quadrado do município sofreu um duro impacto, modificando um negócio próspero, mensurado de acordo com a evolução das operações de óleo e gás na Bacia de Campos.

E, nessa nova realidade do município, a disputa por um espaço para chamar de seu torna-se mais equilibrado, garantindo assim às famílias macaenses a oportunidade de reforçar as raízes em uma cidade que é forte suficiente para não sucumbir à crise, que ainda bate à porta de todos.