A falta de certificação da pista e do pátio de estacionamento do aeroporto de Macaé pela Anac, só comunicada a empresa Passaredo Linhas Aéreas que havia programado o início dos voos Macaé-Congonhas e Congonhas Macaé diariamente a partir de domingo passado (27), levou as instituições que formam o grupo Repensar Macaé a emitirem na tarde desta segunda-feira, nota de repúdio à Infraero pelo descaso não só com os grupos empresariais, como também aos usuários que aguardavam com ansiedade este momento de retomar os voos comerciais, paralisados desde 2015, quando a velha pista passou a não suportar mais o pouso e decolagem dos aviões ATR-46, da Azul, fazendo a ligação Rio-Macaé-Campos-Vitoria.

A reforma da pista do aeroporto de Macaé adequando-a para pouso e decolagem de aeronaves de maior porte como o ATR-72, foi concluída no início do ano, antes da licitação de concessão dos aeroportos do Sudeste incluídos os de Macaé e Vitória. Ao vencer a licitação e pagando quase R$ 500 milhões pela concessão a Zurich Airport (empresa suíça com expertise na área), foi criada outra empresa para administrar os novos aeroportos, conhecida como Aeroportos do Sudeste do Brasil – Aseb, que está em período de transição após assinatura do contrato e que a partir do final de dezembro assumirá todas as atividades.

A expectativa de contar com voos Macaé-São Paulo, tomou conta da classe empresarial que começou a compra de passagens pela internet e no balcão da Passaredo e aguardavam ansiosos o primeiro voo que deveria ter acontecido dia 27. Como a certificação da pista e do pátio de estacionamento para as aeronaves não foi homologada pela ANAC, os voos foram direcionados para o Aeroporto de Cabo Frio, de onde os passageiros foram transportados para Macaé por via rodoviária utilizando ônibus que em média demora cerca de quase uma hora e meia para chegar ao destino.

Devido ao mal estar provocado, as instituições resolveram nesta segunda-feira emitir nota de repúdio à Infraero, considerada a principal responsável pelos transtornos provocados.
A nota tem o seguinte teor:

1 COMENTÁRIO

  1. Vão ter que fazer mais do esta ladainha de repúdio. Não é possível que as autoridades aeroviárias não soubessem que estavam faltando algum documento para liberar os voos. Deviam saber, fizeram vistas grossas e a politicagem entrou em jogo. Tocaram o barco assim mesmo e lavaram as mãos que nem Pôncio Pilatos.

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