Independência

0
368
Prefeitura de Macaé

Apesar de ainda faltar mais de dois anos para o encerramento da hegemonia da gestão “da mudança”, que estabeleceu em Macaé um sistema único de se fazer política que apenas a história será capaz de qualificar, as movimentações dos agentes públicos da cidade já apontam uma disputa antecipada pela sucessão.

Mesmo estando diretamente ligados à administração municipal, através de um mecanismo que ajuda a atender, mesmo que superficialmente, os anseios da opinião pública, algumas lideranças políticas ensaiam os chamados “voos solos”, demonstrando assim coragem de enfrentar uma ditadura disfarçada de democracia.

Representando, de forma clara, que as estratégias de poder aglutinam alianças que são capazes de ignorar qualquer tipo de acordo firmado no passado, esses projetos construídos de dentro da base aliada do governo, apostam em uma independência que só será conquistada com muito suor e lágrima.

Na tentativa de se apresentar, de forma antecipada, ao eleitorado, nomes importantes do plenário da Câmara de Vereadores se lançam nas eleições gerais deste ano, com a perspectiva de credenciar projetos focados em disputar o Executivo em 2020. E não pense que isso ocorrerá de forma tranquila ou gratuita.

O governo sabe como nunca criar estratégias de reduzir a pó a ambição daqueles que se propuseram a participar, mesmo que de forma superficial, de uma administração que deixa muito a desejar.

Quem se rebelou por conta de atritos com o “chefe”, acabou entrando em um inferno astral que levou ao ostracismo político. Em alguns casos, até a prisão e a Justiça foram acionadas para conter os rebelados.

Como uma história da idade média, a política em Macaé se transformou em um cenário bélico, onde armas como intrigas e traições reforçam a máxima do “olho por olho, dente por dente”, impedindo que haja qualquer ascensão de quem se comprometeu a ficar sob os pés “da mudança”.

E, quando a sucessão está ameaçada, é possível imaginar qual será o peso que recairá sobre aqueles que ousam apresentar a Macaé uma proposta nova de se fazer política.