Disputa no leilão de março será maior que em 2017, prevê ANP

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A 14ª rodada negociou 37 das 287 concessões oferecidas ao mercado

A concorrência pelas áreas da 15ª rodada de blocos exploratórios, em março, promete ser maior que a registrada na 14ª rodada, de 2017, avalia a superintendente de definição de blocos da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Eliane Petersohn. Segundo ela, o ‘cardápio’ de ativos incluídos no leilão deste ano é melhor do que o do ano passado, que contou com 20 empresas participantes.

Como ocorreu na 14ª rodada, quando foram ofertados blocos com potencial para o pré-sal, em águas ultraprofundas da Bacia de Campos, o leilão deste ano também oferecerá áreas que margeiam o polígono do pré-sal e têm potencial para descobertas abaixo da camada do sal, nas bacias de Santos e Campos. Os principais destaques, segundo ela, são os blocos C-M-657 e C-M-709 (Campos) e S-M-534 e S-M-645 (Santos).

Só nas áreas em águas ultraprofundas nas bacias de Santos e Campos, a ANP estima que haja um potencial para 18,3 bilhões de barris “in situ”. Os recursos, “não riscados”, representam uma estimativa preliminar do volume de óleo originalmente contido nos reservatórios, mas ainda não comprovado, e que não necessariamente significa que possa ser completamente recuperável.

Para efeitos de comparação, as áreas oferecidas em águas ultraprofundas na Bacia de Campos, na 14ª rodada, tinham potencial para 16 bilhões de barris “in situ” não riscados. Na ocasião, o governo arrecadou R$ 3,8 bilhões com a licitação, dos quais R$ 3,65 bilhões oriundos dos oito blocos da Bacia de Campos negociados.

A 14ª rodada negociou 37 das 287 concessões oferecidas ao mercado, com ágio médio de 1.556%, sustentado basicamente pelas altas ofertas apresentadas pelas áreas pelos ativos da Bacia de Campos. “É possível que haja mais concorrência na rodada 15 [do que na rodada 14]”, afirmou a superintendente.

Eliane destacou o grande potencial das áreas oferecidas na 4ª rodada de partilha do pré-sal, marcada para 7 de junho. A expectativa, segundo ela, é que só a estrutura de Uirapuru (próxima do promissor prospecto de Carcará, na Bacia de Santos) tenha potencial para 8 bilhões de barris “in situ” não riscados, ou seja, quase metade do potencial de todas as cinco áreas a serem ofertadas na licitação. “Estamos trazendo áreas mais atrativas, muito promissoras”, disse.

As demais áreas da 4ª rodada são: Saturno (2,8 bilhões de barris) e Três Marias (2 bilhões de barris), na Bacia de Santos, e Itaimbezinho (1,9 bilhão de barris) e Dois Irmãos (2,4 bilhões de barris), na Bacia de Campos.

As áreas ofertadas no leilão do pré-sal têm potencial para se conectar com alguns blocos oferecidos na 15ª rodada. “É possível que quem arrematar as áreas da 15ª rodada também apresente ofertas pelas áreas próximas, na 4ª rodada”, afirmou Eliane.