Despachante é preso em ‘Operação Replicante’ em Macaé

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MP apura fraude no Detran, onde criminosos foram detidos na manhã desta quinta-feira (1º)

Ação ocorreu nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (1°), em seis municípios. Em Macaé, além da prisão, a polícia apreendeu materiais no bairro Duque de Caxias

O Ministério Público deflagrou na manhã desta quinta-feira (1º) a ‘Operação Replicante’, por volta das 7h, em seis municípios, incluindo a cidade de Macaé, onde um despachante foi preso na Rua Três, no bairro Duque de Caxias, que fica próximo o Campo do Oeste. Segundo investigadores, o despachante fazia parte de uma quadrilha que fraudava documentos, para ‘esquentar’ carros roubados, como: estelionato contra seguradores mediante a comunicação falsa de crime para receber o valor; realização de financiamentos de outros veículos; alteração nas características dos automóveis, como a inserção irregular de eixos.

Ainda de acordo com as investigações, um outro despachante foi preso na cidade de Campos dos Goytacazes, e os envolvidos fizeram fraudes no registro dos veículos, onde cerca de 400 pessoas tiveram os nomes utilizados como ‘laranjas’ em notas fiscais falsas, contendo números de chassis correspondentes a veículos exportados ou comercializados ao Exército Brasileiro.

A investigação começou após agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) identificarem irregularidades em documentação de veículos e acionarem o Ministério Público.

A operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, Gaeco, Núcleo de Inteligência da PRF, Polícia Militar, Detran e Receita Federal, cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão temporária em seis municípios do Rio de Janeiro, Espírito Santos e Minas Gerais.

A apuração apontou que os despachantes esquentavam documentos no Espírito Santo para inserção falsa e golpe do seguro. Os suspeitos usavam chassis de veículos que não são emplacados, como do Exército, por exemplo, em outros carros.

Entre os envolvidos, são investigados despachantes, servidores do Detran-ES e demandantes (pessoas que utilizam nome de terceiros e documentos falsos destinados à realização das fraudes).

A apuração dos fatos tramita sob sigilo e seguirá com a análise dos documentos apreendidos, oitiva de testemunhas e dos investigados, análise de mídias e de dispositivos móveis.

O prejuízo causado pelas fraudes é calculado em R$ 100 milhões. Os presos serão encaminhados para Vitória-ES.