Acusada de matar empresária a golpes de estilete vai a júri popular

1104

Julgamento está marcado para o dia 26 de setembro, às 10h, no Fórum Comarca de Macaé

Está agendado para o dia 26 de setembro, às 10h, o julgamento de Islay Cristina Pereira de Sousa, 39 anos, acusada de cometer homicídio contra a empresária Raquel Melo Mota, de 39 anos, a golpes de estilete. O caso ocorreu no dia 18 de novembro de 2017, na Barra, em Macaé.

Na decisão no dia 9 de agosto, na qual o juiz Wycliffe de Melo Couto marcou o júri popular, o magistrado ressalta que “no que tange à autoria da denunciada, conclui-se que se apresentam nos autos elementos indiciários da sua participação no crime”.

De acordo com o delegado Filipe Poeys, titular da 123ª Delegacia de Polícia de Macaé, onde o caso foi registrado, um dos três golpes de estilete desferidos por Islay atingiu o coração da Raquel.

Segundo o inquérito policial, Islay perseguiu Raquel até seu condomínio da Ilha da Caeira, depois de uma discussão no trânsito, e a atacou com um estilete. Islay se apresentou à polícia dias depois, e disse ter agido em legítima defesa.

A principal suspeita já responde por crime de lesão corporal, ocorrido no ano de 2002, no Estado de Ceará contra uma mulher.

Entenda o crime

O episódio de violência que chocou Macaé e toda a região aconteceu durante uma briga de trânsito. Islay teria avançado o sinal e ‘fechado’ o carro de Raquel, que buzinou. Uma discussão se seguiu à reação da empresária. A suspeita, então, teria descido do carro com um estilete, arranhado o veículo e em seguida, golpeado a vítima três vezes, fugindo em seguida.

Raquel sofreu algumas perfurações no coração. Ela chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Público de Macaé (HPM), onde passou por uma cirurgia para estancar a hemorragia, mas não resistiu.

As imagens das câmeras de videomonitoramento da entrada do condomínio Ilha da Caieira, onde ocorreu o crime foram disponibilizadas à polícia.

Islay Cristina foi uma das assessoras do gabinete de um vereador da Câmara Municipal e se desligou do cargo no final de 2014. Informações da Polícia Civil apontam que Islay tem uma padaria na Rua W24, no bairro Lagomar, e que no dia do crime, o comércio não foi aberto.