As nações são construídas de classes, onde a heterogeneidade é o fator determinante.
Com a sórdida concentração de rendas, no mundo contemporâneo, é visível que a mobilidade social é bastante tênue. Por isso, é necessário criar uma nova maneira de pensar, pois as receitas macroeconômicas, não surtiram o efeito desejado, a não ser com implantação do sectário e dinossauro sistema socialista.

A liberdade é cláusula pétrea de todo santuário capitalista, por isso tem que fortalecer o fraco e não empobrecer o rico. É de a estrutura estatal organizar toda lógica capitalista, porém sem intervenção demasiada, mantendo os conflitos de interesses legalizados.

Inerente ao processo evolutivo de classes está o confronto legalizado e a performance singular. Acrescido que melhora do todo cabe a um sistema democrático de confrontos de interesses, cada vez mais flexível, com uma normatividade mais protetora da liberdade econômica.

Por isso, sugiro uma classe trabalhadora dinâmica e adaptada à demanda intelectual dos empregos da modernidade. Para isso, é necessário mais treinos, antes de entrar no jogo formal, do mundo do trabalho. É da realidade brasileira um trabalhador entrar no mercado de trabalho com 14 anos. O aprendizado empírico, é bastante limitado, e a tecnologia contemporânea demanda capacidade, acima da prática rotineira. Despreparado na idade de absorver conhecimento e não aplicar o trabalhador brasileiro tornar-se dinossauro aos 25 anos.

Sem participar do processo de evolução permanente, o trabalhador sucumbe ao mercado, ficando sem instrumento de sobrevivência pelo resto da vida. Aí tem dois caminhos: a marginalização e a privação de uma vida digna, para o restante da existência.
Cabe ao trabalhador, na idade de fertilização de seus sonhos, constriír uma vida digna e não ficar refém da despreparação, para o resto da vida caindo no pesadelo de uma vida sem significado e monótona.

Depois, destas argumentações, acho que a concentração do capital nas mãos de quem produz é extremamente estratégico.
O pobre preparando mais, e o rico produzindo mais, construirão um país da tão sonhada classe média.

O pobre não depende só do capital do rico, mas, principalmente, de sua liderança. No caos não se ergue nada. A empresa do empreendedor tem que estar bem posicionada no mercado, para gerar melhores salários e vagas de empregos.
Na adolescência fui contra a correnteza, agora na maturidade, quero aumentar, ainda mais, para mais gente entrar nela.

É desumano, ver um trabalhador tosco, principalmente, adolescente, entrar no mercado de trabalho sem treinos.
Além deste processo de evolução permanente, cabe ao individuo trabalhador uma nova filosofia de vida.

Para termos um Brasil de vanguarda, é necessário que todos, insistentemente, chegassem ao topo de seus limites em vida. Há uma fatia, bem significativa, de trabalhadores que estão bem aquém de seus limites, decorrente da necessidade, de sobrevivência, ou até mesmo, por amor ao ócio.

Cabe, tanto aos generais, chegar aos seus limites como também os soldados.
Os resultados serão diferentes, mas a humanidade tem uma enorme tendência de chegar à média. E é justamente isso que quero, um país de classe média,
Que os talentosos antes de trabalharem só por eles que é bastante natural, trabalhem para todos tendo uma visão social de seus negócios.

Uma faceta bastante significativa da sociedade, tem como filosofia de vida, que o dinheiro é um meio, para conquistar a felicidade e não a própria felicidade. Como o topo das elites pensa, para o bem do trabalhador e por isso investe
demasiadamente

Com esse arremate filosófico termino o artigo torcendo que ambos encontrem a felicidade, a seu jeito, e, que o PIB brasileiro chegue à exaustão de sua potencialidade.

* JUAREZ ALVARENGA – Advogado e Escritor