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Firjan apresenta em Macaé, o Recorte Regional Norte Fluminense da 11ª edição do Anuário do Petróleo

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Publicação traz visão regionalizada daquele que é historicamente o principal destino das atividades petrolíferas no estado

A Firjan SENAI SESI vai lançar na quinta-feira, 03/9, em Macaé, a 11ª edição do Anuário do Petróleo no Rio, recorte Norte Fluminense. A publicação traz uma visão regionalizada daquele que é historicamente o principal destino das atividades petrolíferas no estado, lançando o Recorte Regional Norte Fluminense em evento na Firjan SENAI Macaé. Para participar do lançamento é necessária inscrição no link : https://bit.ly/anuario-do-petroleo-no-rio.

O evento em Macaé é parte do trabalho realizado pela Federação que, em junho deste ano, divulgou a publicação em que são abordados os mais diversos temas que perpassam pela indústria que mais movimenta a economia do estado, como a geopolítica energética, o conteúdo local, as novas fronteiras exploratórias, o futuro do pré-sal, a inovação tecnológica no offshore, o ambiente de negócios para produtores independentes, o licenciamento ambiental e os impactos socioeconômicos da atividade.

Neste ano, o lançamento da publicação aconteceu em um momento de profundas transformações para o mercado global de energia, em um cenário marcado por tensões geopolíticas, reconfiguração das cadeias de suprimento e a crescente preocupação com a segurança energética. O Brasil, e especialmente o Rio de Janeiro, reforçam seu papel estratégico como fornecedores seguros de petróleo e gás para o mundo.

O Anuário reúne análises e perspectivas de instituições públicas, empresas, associações e especialistas sobre os desafios e oportunidades que devem moldar o futuro da indústria de petróleo, gás natural e energia nos próximos anos. Nesta edição, além das análises apresentadas pela equipe técnica da Firjan, os seguintes parceiros fizeram parte do conteúdo: Rystad Energy, EPE, Casa Civil da Presidência da República, PPSA, Siemens Energy, ABPIP, Veirano Advogados, Petrobras e ONIP.

Para o presidente da Firjan Norte Fluminense, Francisco Roberto de Siqueira, a competitividade do mercado também passa por um fortalecimento das regiões produtoras. “O petróleo é uma alavanca importante de desenvolvimento, mas é fundamental proteger as regiões produtoras, garantir uma compensação justa pelas externalidades e criar um ambiente favorável à instalação da indústria, com benefícios para toda a sociedade”, ressalta.

Além das análises e visões dos participantes sobre o contexto, os desafios e as oportunidades do mercado de petróleo, a publicação ainda traz um painel dinâmico – que pode ser acessado em: https://observatorio.firjan.com.br/inteligencia-de-dados/dados-dinamicos-do-anuario-do-petroleo-no-rio-2026.

“O Anuário do Petróleo reúne análises e perspectivas de instituições públicas, empresas, associações e especialistas sobre os desafios e oportunidades que devem moldar o futuro da indústria de petróleo, gás natural e energia nos próximos anos. A iniciativa amplia o acesso à informação e oferece uma visão integrada da infraestrutura que sustenta a liderança fluminense na indústria nacional de petróleo”, destaca a gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan SENAI SESI, Karine Fragoso.

Durante o lançamento do Anuário em Macaé, além de detalhamento das informações que compõem a publicação, também está programado um debate com dados relevantes sobre o Mercado com moderação de Karine Fragoso, e participação de Carlos Augusto Pacheco, Analista de Pesquisa Energética da EPE  e Eduardo Gerk, Subsecretário de Energia e Economia do Mar da Seenemar.
 
*Indicadores de destaque da região Norte Fluminense*
Dentre os indicadores apontados na publicação, destaque para:

• Recorde na produção de petróleo do estado, que alcançou pouco mais de 1,2 bilhão de barris em 2025, o equivalente a pouco mais de 3,3 milhões de barris/dia. O crescimento em relação ao ano anterior foi de 13%.

o Participação do estado na produção nacional sobe pelo sexto ano consecutivo e alcança 88% no ano 2025.

• A produção na bacia de Campos alcançou 741 mil barris/dia em 2025. Em relação ao ano anterior, o crescimento foi de 9%. Os primeiros sete meses de 2026, reforçam a tendência de alta, registrando volumes médios diários 11% acima de 2025.

o Mais de 75% da produção na bacia de Campos teve origem no estado do Rio em 2025. Em relação a 2024, o crescimento da produção na região Norte Fluminense foi de 4%. Novos registros de alta também foram identificados nos sete primeiros meses de 2026, com médias diárias 5% acima das registradas em 2025.

o Os números mostram o sucesso das ações de revitalização da bacia de Campos, que mesmo com cerca de 50 anos de atividades, ainda consegue apresentar resultados relevantes e crescimento significativo.

• A diversificação e a entrada de empresas operadoras focadas na recuperação de ativos maduros na bacia de Campos foi fundamental para estes resultados.

o Para efeito comparativo, em 2010, cerca de 90% dos campos na porção fluminense da bacia eram operados por uma única empresa, a Petrobras. Hoje (2026) a empresa detém pouco mais de 40% dos campos, com os outros quase 60% sendo divididos entre quatro empresas independentes.

o Importante ressaltar que todas as empresas que atuam hoje na bacia direcionaram expressivos investimentos na região nos últimos anos, o que reforça o potencial e a relevância da região para a indústria do petróleo nacional.

Os efeitos das atividades impactam diretamente na economia fluminense. Os recursos distribuídos ao estado e aos municípios produtores desempenham papel relevante nas contas públicas governamentais e na promoção do desenvolvimento regional.

• Em 2025, a indústria contribuiu com R$ 30,2 bilhões em royalties e R$ 14,7 bilhões em participações especiais para o estado do Rio de Janeiro e seus municípios.

o Com relação aos municípios, os do Norte Fluminense aumentaram a arrecadação em royalties e participações especiais em 0,4% no ano de 2025, chegando próximo da casa de R$ 3 bilhões, mesmo diante de uma queda expressiva dos preços do barril entre 2025 e 2024.

 O Brent saiu de um patamar médio de US$ 80,52 em 2024 para US$ 69,14 em 2025.

o Os dados de arrecadação do primeiro semestre de 2026, são promissores. Até junho, os municípios da região já arrecadaram o equivalente a 56% dos montantes de 2025. Esse movimento foi intensificado pelo aumento dos preços do barril em 2026 em função dos conflitos no Oriente Médio e as restrições na logística naval via estreito de Ormuz, mas também pelo aumento na produção na região.

 Para efeito de ilustração, comparamos meses específicos do período. O Brent saiu da casa dos US$ 62,54/barril em dez/25 para US$ 117,29/barril em abril de 2026, maior patamar desde jun/2022, quando os preços foram pressionados pelos efeitos de outro conflito, entre Rússia e Ucrânia.

A edição de 2026 marca ainda a reformulação do Mapa do Petróleo no Rio de Janeiro, uma ferramenta interativa que reúne, em um único ambiente, as principais estruturas e ativos da cadeia produtiva do petróleo no estado. A iniciativa amplia o acesso à informação e oferece uma visão integrada da infraestrutura que sustenta a liderança fluminense na indústria nacional de petróleo.

*SERVIÇO*
Data: 03 de setembro (quinta-feira)
Horário: 9:00 horas
Local: Firjan SENAI Macaé
Para inscrição, acesse o link: https://bit.ly/anuario-do-petroleo-no-rio

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