Cadastre-se e receba nossas novidades:

Notícias

Ação busca quebrar preconceitos contra o autismo

Mopam realizou na última segunda-feira, o Lual Azul na orla do Cavaleiros

Em 05/04/2018 às 14h48


Versão para impressão
Enviar por e-mail
RSS
Diminui o tamanho da fonte Aumenta o tamanho da fonte

Após Lual Azul, Mopam pretende fazer a Caminhada pelo Autismo no próximo dia 29 Após Lual Azul, Mopam pretende fazer a Caminhada pelo Autismo no próximo dia 29
Caracterizada como uma doença que afeta a comunicação, a sociabilidade e o comportamento do portador, o autismo atinge em média, uma em cada 68 crianças. Visando conscientizar a sociedade sobre a importância de quebrar a barreira do preconceito, na última segunda-feira (2)  foi celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. 
E
m Macaé, o Mopam (Motivados pelo Autismo Macaé) realizou uma ação, o Lual Azul, na noite de segunda-feira, no parquinho do Espaço de Convivência da orla dos Cavaleiros. "Não podíamos deixar passar em branco a data em Macaé", diz Lucia Anglada, que é ativista e mãe de um adolescente de 16 anos. 

O evento contou com a participação de várias famílias, que se encontraram para ouvir canções infantis em voz e violão, dançar, brincar, conversar e trocar ideias, encontrar terapeutas e, o mais importante: se fazer ver e ouvir.

"Em nossas famílias o autismo se faz presente diariamente. Para o Mopam, em toda a sociedade vislumbramos ricas oportunidades de informar, conscientizar e fomentar o espírito de inclusão para combater o preconceito", explica Caroline Mizurine Carneiro, mãe do Heitor, de quatro anos.

No mundo todo, mais de 70 milhões de pessoas têm algum grau de autismo. No Brasil, somam-se dois milhões vivenciando as peculiaridades do transtorno como, por exemplo, o jovem João Marcelo Santos da Silva, de 22 anos, que apresentou no Lual Azul um poema escrito por ele, onde clamou por menos preconceito. "Muitos de nós, com muito amor, evoluímos e nos tornamos ótimos pintores, matemáticos, músicos. Nós podemos ser alguém, sem preconceito", disse. 

O autismo não tem cara e nem cura, porém, ele pode ser trabalhado, reabilitado, modificado e tratado para que, assim, a pessoa diagnosticada possa se adequar ao convívio social e às atividades escolares, por exemplo, da melhor forma possível.
Segundo o Mopam, na Capital do Petróleo mais de cem famílias vivenciam a realidade do autismo: a dificuldade em encontrar médicos especializados, clínicas com as terapias necessárias, aceitação da sociedade, escolas abertas e interessadas em fazer a diferença na vida de crianças e adolescentes autistas, que a Lei 12.764 seja cumprida, dentre tantos outros percalços. 

E foi da necessidade de ajudar essas famílias que nasceu o Mopam, criado por um grupo de cinco mães empenhadas na causa, por vivenciarem dentro de casa o autismo na prática.

E, aos poucos, mais e mais conquistas têm surgido e mais famílias têm se encontrado para o mesmo objetivo: conseguir um mundo sem preconceito, com mais aceitação daquilo que é diferente. 

"Tivemos que pensar em alguma coisa para mostrar à sociedade que essas pessoas existem e que são dignas de respeito, de aceitação, de vivência, como qualquer outra", conta Jamile Simões Portugal, mãe do Davi, 8 anos, diagnosticado autista. 

Caminhada em prol do autismo

A ideia do Mopam em disseminar o que é o autismo, como forma de solidarizar a comunidade com a causa dessas centenas de famílias, não para. 

Outra ação está marcada para acontecer ainda neste mês: a Caminhada pelo Autismo. Marcada para as 8h do dia 29, o cenário também é a Praia dos Cavaleiros, com concentração no posto 1 da praia. 

A caminhada vai seguir até o fim da orla, onde terá circo de areia com a Cia. Chirulico, princesas da Âmbar e muito mais. O evento conta com a parceria de outros vários atores e estabelecimentos de Macaé. Vista azul (a cor que simboliza o autismo) e participe.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


    Compartilhe:

Tags: cidade, social


publicidade