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Pedestres sofrem com a falta de sinalização pela cidade

Semáforos queimados atrapalham na hora da travessia. Região Central é um dos pontos mais críticos

Em 03/04/2018 às 14h46


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Dispositivos queimados ou quebrados acabam atrapalhando os pedestres na hora da travessia Dispositivos queimados ou quebrados acabam atrapalhando os pedestres na hora da travessia
Não é de hoje que o jornal O DEBATE vem alertando as autoridades sobre a necessidade de promover melhorias na sinalização da cidade, principalmente quando o assunto é referente aos semáforos. Quem mais sofre com isso são os pedestres, que reclamam da falta de manutenção dos aparelhos. 

Um dos pontos mais críticos é a Região Central, onde também há a maior concentração de pessoas circulando. Essa semana, a nossa equipe fez uma ronda, onde pôde constatar que o problema ocorre em várias localidades do Centro. 

Alguns dos trechos prejudicados com os semáforos queimados são: Rua Vereador Manoel Braga, esquina com a Avenida Rui Barbosa; Rua Velho Campos, esquina com Rua Silva Jardim; Rua Teixeira de Gouveia, esquina com Rua Vereador Abreu Lima. Esses são apenas alguns exemplos de vários que podemos encontrar pela Capital do Petróleo.
Se com o sinal funcionando, os riscos de atropelamentos são grandes, sem ele a situação fica ainda mais perigosa. Em alguns pontos eles nem existem, atrapalhando na hora de atravessar.

Muitas pessoas reclamam que precisam ficar olhando para o sinal dos veículos para saber se está aberto ou não. "Na correria do dia-a-dia muitas pessoas acabam vendo o sinal fechado para os veículos e saem atravessando, sem conseguir saber se está faltando muito ou pouco para abrir. Já aconteceu de ficar verde e os condutores ficarem buzinando para apressar. Eu, por precaução, olho no semáforo dos carros se falta muito ou não para abrir e, só assim, atravesso", diz Suelen Dias.

A comerciante Edna ressalta que a prefeitura tem deixado a desejar quando se trata de melhorias em mobilidade. "Isso já é um problema que ocorre há anos e até hoje não fizeram nada. A cidade está abandonada. Esses semáforos são antigos, precisam ser substituídos", enfatiza.

Enquanto o poder público não toma providências, cabe aos condutores respeitarem. De acordo com o Art. 170 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB), dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública é infração gravíssima, com penalidade de multa e suspensão do direito de dirigir. O veículo pode ser apreendido e o documento de habilitação retido. 

O Art. 214 diz que deixar de dar preferência de passagem ao pedestre e ao veículo não motorizado (bicicleta) na faixa de pedestre, que não tenha concluído a travessia mesmo após o sinal abrir, é considerada uma infração gravíssima, podendo ser multado. 

Lembrando que em 2012, a secretaria de Mobilidade Urbana, responsável pelo funcionamento dos semáforos na cidade, disse que iria solicitar o reparo daqueles que estivessem danificados. Seis anos depois, a situação continua a mesma em Macaé. 
Em resposta, a prefeitura explicou que há em toda a cidade 77 cruzamentos semaforizados que, rotineiramente, são vistoriados pela equipe de manutenção, com objetivo de manter manutenção preventiva. Destes 77, a maior parte possui sinalização de pedestres com o minimo de quatro focos em cada ponto, chegando a, aproximadamente, 250 grupos focais para pedestres implantados em toda cidade.



Cabe destacar que, também rotineiramente, as ocorrências de queima de lâmpadas, colisões por parte de veículos, panes elétricos são constantes e nos casos mais simples são solucionados no mesmo momento. 

Segundo o governo, a secretaria de Mobilidade Urbana vai implementar um plano de ação para priorizar as demandas do centro da cidade, procurando melhorar as condições de visibilidade nos principais pontos.  Será encaminhada uma equipe no local citado "Teixeira de Gouveia e na Rua Vereador Manoel Braga" para verificar as necessidades de ação para o local.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: cidade


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