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#BaciaDeCampos arrecada R$ 7,5 bilhões em leilão da ANP

15ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo bate novo recorde em investimentos

Em 30/03/2018 às 13h43


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Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Moreira Franco, abriu o leilão no Rio de Janeiro Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Moreira Franco, abriu o leilão no Rio de Janeiro
Os blocos marítimos da 15ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) somaram um bônus de assinatura de R$ 8 bilhões até o momento. Um total de 22 blocos foram arrematados entre 49 disponíveis.

A arrecadação de R$ 8,014 bilhões ficou 621,91% acima (ágio) dos 2,8 bilhões previstos nas ofertas mínimas. O investimento mínimo previsto para a exploração dos blocos é de R$ 1,222  bilhão.

A Bacia de Santos teve três blocos arrematados, entre os seis que foram ofertados no setor SS-AUP1, com bônus de assinatura total de R$ 346 milhões. A área arrematada para exploração e produção soma 2.144 quilômetros quadrados e o investimento mínimo previsto é de R$ 83,7 milhões.

O consórcio ExxonMobil (64%) e QPI Brasil (36%) arrematou dois blocos e o Chevron Brasil (40%), Wintershall Holding (20%) e Repsol (40%) arrematou um. O ágio na assinatura dos contratos foi de 235,41%.

A Bacia de Campos teve nove blocos ofertados em um único setor, o SC-AP5, e todos foram arrematados. O bônus de assinatura chegou a R$ 7,5 bilhões, com um ágio de 680,42% sobre a oferta mínima. A previsão é que os investimentos somem R$ 862 milhões.

Na Bacia de Potiguar, foram ofertados os setores SPOT-AP1, SPOT-AP2, SPOT-AR1, que não recebeu propostas. A Petrobras adquiriu o direito de exploração de um dos cinco blocos do primeiro setor, e o segundo setor teve os seis blocos disponíveis arrematados. Petrobras, Wintershall Holding e Shell Brasil fizeram as ofertas e adquiriram os direitos de exploração e produção. O bônus de assinatura desta bacia totalizou R$ 5,1 milhões, no setor SPOT-AP1, e de R$ 133,7 milhões, no SPOT-AP2, com ágio de 80,98%. O investimento mínimo previsto soma mais de R$ 200 milhões.

A Petrobras participou dos consórcios que arremataram três dos nove blocos nesta bacia e grandes petrolíferas como a ExxonMobil, Statoil Brasil, Shell Brasil e Repsol e Chevron Brazil estão entre as que adquiriram direitos de exploração e produção.

Na Bacia de Ceará, dois setores tinham blocos ofertados, mas apenas o setor SCE-AP2 teve um bloco arrematado, dos sete que estavam disponíveis. A empresa contratada foi a Wintershall Holding, que apresentou a proposta sozinha e vai pagar R$ 9 milhões de bônus de assinatura. O ágio sobre a oferta mínima foi de 12,33%.

A Bacia Sergipe-Alagoas teve oferta de blocos em dois setores, SSEAL-AUP1 e SSEAL-AUP2, e dois dos sete blocos foram arrematados por empresas e consórcios, com o pagamento de mais de R$ 7 milhões em bônus de assinatura.


Confira abaixo os lotes ofertados:

- BACIA DE CAMPOS (total 9 blocos)

Setor SC-AP5
Vencedor: consórcio Petrobras, Statoil e ExxonMobil (2 blocos)
C-M-657: R$ 2,1 bilhões
C-M-709: R$ 1,5 bilhão

Vencedor: consórcio ExxonMobil, QGI Brazil e Petrobras (2 blocos)
C-M-753: R$ 330 milhões
C-M-789: 2,8 bilhões

Vencedor: consórcio Repsol, Wintershall e Chevron (2 blocos)
C-M-821: R$ 51,7 milhões
C-M-823: R$ 40 milhões

Vencedor: consórcio Shell, Petrobras e Chevron (1 bloco)
C-M-791: R$ 551,1 milhões

Vencedor: consórcio BP Energy e Statoil (2 blocos)
C-M-755: R$ 43,3 milhões
C-M-793: R$ 43,3 milhões


ANP se desculpa por retirada de blocos de leilão de petróleo

Autoridades que presenciaram a 15ª Rodada de Licitações de áreas de exploração de petróleo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), na manhã de quinta-feira (29), no Rio de Janeiro, pediram desculpas aos investidores e empresas inscritas pela retirada de dois blocos valiosos do leilão, após determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).

O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, foi o primeiro a discursar e disse que, apesar da frustração, a decisão não tira o brilhantismo do leilão. "Aproveito a oportunidade para me desculpar junto aos investidores, empresas e pessoas que trabalharam avaliando essas duas áreas e se programaram para hoje apresentar ofertas. Infelizmente, isso não vai poder acontecer", disse Décio, que acrescentou: "Por mais frustrados que possamos ficar, temos a certeza de que isso não vai tirar o brilhantismo do leilão".


O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Moreira Franco, que também é secretário-executivo do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), afirmou que a ANP e o Ministério de Minas e Energia devem se reunir na próxima segunda-feira com o TCU para buscar uma solução para esses dois blocos.

"Me associo ao pedido de desculpas", disse o ministro, que defendeu previsibilidade no setor e segurança jurídica. "Tenho certeza que vocês entenderão e estarão conosco, e, segunda-feira, vamos dar o testemunho e a demonstração de que acreditamos nesses valores e, em junho, voltaremos aqui para ter um novo leilão em que teremos definida essa controvérsia de maneira clara e transparente", disse o ministro.

Autor: José Eduardo Silva

Foto: Tania Regô/Agência Brasil


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Tags: economia, offshore


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