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Desrespeito no trânsito ainda gera transtornos

Convivência entre ciclistas e motoristas reforça a necessidade de ações educativas na cidade

Em 28/03/2018 às 14h53


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Ciclistas são constantemente flagrados circulando fora da ciclofaixa na Rua Teixeira de Gouveia, no Centro Ciclistas são constantemente flagrados circulando fora da ciclofaixa na Rua Teixeira de Gouveia, no Centro
Um problema cultural ou falta de respeito? A convivência entre os motoristas, ciclistas e pedestres é algo que ainda precisa melhorar em Macaé. O desrespeito de ambas as partes muitas vezes causa transtornos no trânsito e, acima de tudo, compromete a segurança de todos.  

Um desses problemas é referente ao uso das ciclofaixas. A Capital do Petróleo é uma das mais beneficiadas com investimentos em ciclovias e ciclofaixas, no entanto, é preciso que o poder público faça campanhas educativas no trânsito. 
Em determinados locais, que são contemplados com a faixa exclusiva para o uso da bicicleta, é comum ver veículos parados. Paralelo a isso, também são frequentes os flagrantes de ciclistas circulando fora do local, em meio ao trânsito, o que gera reclamações de todos os lados.

A Rua Teixeira de Gouveia, no Centro, é um grande exemplo disso. Inclusive, desde que a ciclofaixa foi implantada os flagrantes de desrespeito são feitos diariamente. Quem circula pela via reclama da falta de conscientização dos ciclistas. 
"A maioria faz o uso correto da faixa, mas muitos ainda insistem em circular fora dela, em meio aos carros. Isso acaba aumentando os ricos da gente atropelar um deles", diz Maria Helena. 

Já os ciclistas reclamam da falta de educação de alguns condutores. "Tem gente que para sobre a faixa e fica lá com o veículo atrapalhando a nossa passagem. É carro, caminhão. Mesmo sabendo que tem fiscalização, eles não estão nem aí. Teve um caso que aconteceu comigo que precisei desviar pela pista de rolamento e quase fui surpreendido por um carro. Se cada um respeitar o seu espaço, o trânsito será muito melhor e seguro", diz Ademir Silva.

No caso dos pedestres, eles pedem mais respeito dos ciclistas à sinalização. A Rua Teixeira de Gouveia, por exemplo, é uma das mais movimentadas da Região Central. "O que acontece é que quando o semáforo fecha, os ciclistas avançam e esperam no cruzamento. Canso de atravessar e ser surpreendido por um. Já cheguei a ofender um deles porque quase me atropelou. O ciclista tem deveres como qualquer outro motorista", diz Luana França.


Colaboração é fundamental 

Vale sempre ressaltar que, para garantir um trânsito seguro, é preciso que tanto os motoristas quanto os ciclistas respeitem as regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). 

No caso dos motoristas, eles não podem transitar, parar e estacionar sobre as ciclovias e ciclofaixas. Esse ato se configura como uma infração grave. No caso do estacionamento, o Art. 181 prevê que os infratores podem ser penalizados com multa de R$ 195,23, perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ter o seu veículo removido e apreendido. 

A situação se torna gravíssima no caso de transitar sobre esses espaços. Em tal situação, a multa passa a ser de R$ 880,41 e perda de sete pontos na CNH. No entanto, a prefeitura explica que, caso a ciclofaixa cruze a entrada de garagem, o condutor poderá passar sobre ela, observando se está fazendo isso de forma segura para evitar acidentes.

Já os ciclistas têm como dever: circular pelas ciclovias e ciclofaixas, pois são mais seguras, mesmo que o percurso aumente um pouco; nunca circular na contramão; ter cuidado nos cruzamentos e esquinas e sempre sinalizar com a mão o que pretende fazer na via; nas calçadas e faixas de pedestres devem desmontar da bicicleta e respeitar a sinalização e os semáforos.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: O DEBATE


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Tags: cidade


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