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Promur passa a fazer parte da Associação de Artesão de Macaé

Produtos produzidos pelas alunas e professoras do projeto são vendidos no Centro Macaé de Cultura

Em 21/03/2018 às 11h13


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Loja  das artesãs, no Centro Macaé de Cultura, funciona de segunda e sexta-feira, das 8h às 18h Loja das artesãs, no Centro Macaé de Cultura, funciona de segunda e sexta-feira, das 8h às 18h
Considerada uma das profissões mais antigas, o trabalho de artesão é algo que consegue superar os avanços tecnológicos. Como forma de valorizar esses profissionais, na última segunda-feira (19), foi comemorado o Dia Mundial do Artesão. 
Assim como no mundo todo, em Macaé muitas pessoas tiram o seu sustento através desse tipo de trabalho. É o caso do Projeto Mulher Reciclando (Promur), situado na Malvinas, que desde que foi fundado tem sido uma alternativa para diversas mulheres carentes, muitas delas desempregadas ou com idade avançada, que se capacitam e, com o fruto do aprendizado, conseguem obter uma renda para suas famílias. 

"Gostaria de parabenizar a todos que vivem dessa profissão. Muita gente leva a vida com dignidade graças ao artesanato", parabeniza a fundadora do Promur, Magali de Almeida Cézar Machado. 

E 2018 parece ser um ano com grandes conquistas para o projeto. Uma das novidades é o curso de bordado da vovó. "Está sendo um sucesso. Nesse primeiro momento estou com uma turma de 10 mulheres, que já fazem parte do projeto. A ideia é capacitá-las e, quem sabe, em breve elas não se tornem professoras e também ajudem a mais alunas", diz Magali. "Estamos fazendo almofadas com bordado no jeans. A gente pretende fazer para vender, inclusive por encomenda. É uma forma de aumentar a renda dessas pessoas", completa ela, enfatizando que elas aceitam doação de materiais, como calças e shorts jeans usados. 

Outra conquista foi a parceria com a Associação de Artesão de Macaé (ASSAM). Devido a isso, o Promur está expondo e vendendo os seus trabalhos na loja situada no térreo do Centro Macaé de Cultura, no Centro. 

"A gente passou a fazer parte da associação e temos apoio da prefeitura e do Centro de Cultura. Se eu soubesse o quanto seria bom, teria feito isso antes. Junto com outras artesãs, a gente tem esse espaço para vender as nossas coisas. Todo mundo sai ganhando no final. Estamos aqui há pouco tempo e está sendo muito positivo. Temos um movimento grande. É mais uma forma de fortalecer e valorizar o trabalho desenvolvido no nosso projeto", ressalta. 

Entre os itens vendidos há de tudo um pouco, desde lembranças de Macaé (chaveiro e bolsas), porta-lápis de jornal, almofadas, entre outros produtos. A loja funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Além de dinheiro, elas aceitam cartão. 


Capacitação através do artesanato 

Mesmo em meio às dificuldades, a iniciativa tem se fortalecido a cada ano que passa. O projeto oferece os cursos gratuitos de bordado, crochê, cestaria de jornal e corte e costura. Inclusive, Magali ressalta que está em busca de parcerias. "Para o curso de costura, estamos precisando de professores voluntários. Quem tiver ideias que possam agregar ao nosso projeto, pode nos procurar também. Qualquer tipo de ajuda é bem-vindo", ressalta.

O projeto foi criado no dia 31 de março de 2007 pela professora de artes após ela ficar desempregada. Atualmente, oferece capacitação a mulheres com idades entre 16 e 80 anos. 

As aulas acontecem em sua sede, situada na Rua Maria José Mahon Santos, nº 1.071 - Malvinas. Quem quiser conhecer mais sobre a iniciativa e/ou ajudar, basta entrar em contato com Magali pelo telefone: (22) 99921-4231. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: cidade, social


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