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Escritor macaense em dose dupla de literatura

O escritor Paulo Emílio Azevedo lançou dois livros em noite de muitos autógrafos no Café da Livraria Litteratum

Em 20/03/2018 às 15h52


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Na última quinta-feira (15), uma noite duplamente festiva para o escritor, Coreógrafo e professor Paulo Emílio Azevedo. O macaense lançou dois livros, o 10º e 11º livros de sua carreira, intitulados ‘Depois dos vinte, prometo escrever o romance e me chamar Machado de Azevedo’ (Multifoco Editora, 2017) e ‘Versos sem fim’ (Biblio Editora, 2018) - ambos com a chancela "In Obras Incompletas"/ Fundação PAz".

O evento foi realizado no Café da Livraria Litteratum - Rua Euzébio de Queiroz, nº 285, Centro -, onde as obras dialogam com a narrativa literária. Na ocasião, houve leitura de trechos de cada livro e uma performance do autor.

Realmente, pode ser considerada uma bravura do escritor, diante da crise que atravessa o país, lançar de uma só vez dois livros no mesmo dia. Segundo Paulo Emílio Azevedo, ele faz essa proeza não a partir de uma ´postura ostentação´que ignoraria o descrédito da economia atual, ao contrário, sabe bem que a Literatura é das expressões artísticas a mais solitária e com poucos recursos. "Desse modo, o que está em questão é, justamente, acreditar que a ruptura de um processo de alienação passa pelo fomento de uma ação que valorize e reconheça na Educação sua transformação maior - para Paulo, a formação do leitor é um indicador para esta mudança participativa e o conhecimento produz muitos ecos nesse entorno", explicou o autor. 


Muitos Paulos num só

Em seu décimo livro, intitulado ‘Depois dos vinte, prometo escrever o romance e me chamar Machado de Azevedo’ (Multifoco Editora, 2017) - sob a chancela "In Obras Incompletas"/ Fundação PAz", o escritor Paulo Emílio chama a atenção para a presença de "muitos Paulos num só", onde os quais se apresentam por diferentes heterônimos/distintos gêneros (conto, crônica, poesia e, curiosamente, rascunhos). Segundo Paulo, os mesmos ‘Paulos’ se justapõem na construção de uma identidade híbrida do escritor.

De acordo com o autor, já em "Versos sem fim", recentemente lançado pela editora de Dorados/MS, as 116 páginas recolocam a poesia como protagonista da obra do autor. "Porém dessa vez, a poesia aparece menos preocupada com a observância de uma temática com a experimentação estética do formato", disse ele, informando que o livro está concorrendo ao prêmio de melhor obra em Concurso Internacional (Portugal). 

Jamais se afastando de uma postura política (não partidária) de agir e provocar, Paulo traduz bem uma expressão de Deleuze: "Naquilo que transborda é que se encontra a beleza do sujeito", frisa o autor.


Autor: Isis Maria Borges Gomes isismaria@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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Tags: entretenimento


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