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Agências dos Correios em Macaé seguem funcionando

Pelo menos até o início da tarde de ontem os serviços estavam sendo realizados normalmente

Em 13/03/2018 às 14h45


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Em Macaé o atendimento, por enquanto, segue mantido nas agências Em Macaé o atendimento, por enquanto, segue mantido nas agências
Foi deflagrada  à 00h de segunda-feira, dia 12 de março, e por tempo indeterminado a greve dos Correios, mas em Macaé o atendimento nas agências estavam acontecendo normalmente. Procurada pela redação do Jornal, o setor de imprensa da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT ) informou que nos estados e  municípios que aderiram ao movimento alguns serviços foram mantidos, principalmente setores de cartas e encomendas. 

Ainda de acordo com as informações, a greve demanda melhorias e a manutenção da empresa pública para a sociedade. A mobilização será por todo país e foi aprovada em assembleias dos sindicatos filiados à  FENTECT, por ser contra as alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS); a terceirização na área de tratamento; a privatização da estatal; suspensão das férias dos trabalhadores, como em 2017; extinção do diferencial de mercado; descumprimento da cláusula 28 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que trata da assistência médica da categoria, e contra a redução do salário da área administrativa. Além disso, entre as demandas dos ecetistas estão a contratação de novos funcionários via concurso público, a segurança nos Correios e o fim dos planos de demissão.

O setor de imprensa informa ainda por meio de nota que um dos principais ataques da ECT é voltado ao plano de saúde da categoria, que recebe, em média, R$ 1.600,00 (o pior salário entre empresas públicas e estatais) e, agora, no que depender da direção dos Correios, ainda terá que arcar com mensalidades no plano e a retirada de dependentes. Além disso, o benefício poderá ser reajustado conforme a idade, chegando a mensalidades acima de R$ 900,00. O julgamento do plano de saúde está marcado para a próxima segunda-feira, dia 12 de março, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

Ainda segundo informações, a empresa também iniciou 2018 extinguindo o cargo de Operador de Triagem e Transbordo (OTT), importante para o movimento do fluxo postal interno, visando a terceirização nos Correios. Já anunciou a redução da carga horária e os salários dos trabalhadores administrativos, como reflexo da reforma trabalhista. Para piorar a situação, a empresa também anunciou o fechamento de mais de 2500 agências próprias, por todo o Brasil.

O órgão informa também que todo o desmonte promovido pela gestão dos Correios tende a prejudicar ainda mais os serviços à população. "A FENTECT esclarece que alguns argumentos repassados transmitem uma visão enganosa da realidade na estatal. Por exemplo, quanto ao monopólio dos Correios, que, hoje, corresponde apenas a cartas, malote e telegrama. O segmento de encomendas, como o Sedex, entretanto, sempre foi concorrencial", informou.

Já quanto ao reajuste dos preços dos serviços da estatal, a informação repassada ao Jornal é de que a federação e toda a categoria concorda com a sociedade e discorda de aumentos abusivos nos valores. "Por isso, os trabalhadores apoiam o direito da população ao cobrar que não haja excessos nas contas a serem pagas. Já em relação ao argumento da ECT para esse reajuste, a respeito da segurança dos trabalhadores, a FENTECT esclarece que não há nenhum benefício pago ao trabalhador por esse motivo, bem como nenhum adicional".

A redação  do Jornal entrou em contato com o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro - ( SINTECT-RJ) para obter mais informações sobre o movimento em Macaé, mas até o fechamento da edição o órgão não havia se pronunciado. 

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: geral, economia


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