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Recursos hídricos ainda estão com os níveis elevados

Chuvas registradas nos últimos dias na região resultaram no aumento do volume nos rios e canais da cidade

Em 08/02/2018 às 16h29


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Apesar de não ter transbordado, nível no Canal do Capote, na Aroeira, está próximo de atingir o seu limite Apesar de não ter transbordado, nível no Canal do Capote, na Aroeira, está próximo de atingir o seu limite
Devido a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul sobre o Estado do Rio de Janeiro desde o último domingo (4), a previsão ainda é de chuva para os próximos dias. Em toda a região o céu irá variar entre parcialmente nublado e encoberto, com previsão de ocorrência de chuva, de fraca a forte, em todas as bacias monitoradas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Desta forma, é esperada elevação pontual no nível dos rios.  

Segundo o boletim de Alerta de Cheias do órgão, na região da Bacia Hidrográfica Macaé e das Ostras, apenas duas estações estão em funcionamento. O Rio Macaé, na região de Nova Friburgo, está no nível amarelo "Atenção". 

Já as estações em Macaé estão desatualizadas e/ou em manutenção, o que impossibilita saber sobre a atual situação no município. Apenas a do Barra do Sana foi atualizada recentemente e, até o último dia 6, segue em "vigilância". 
No entanto, é possível notar que os níveis nos recursos hídricos da cidade sofreram um aumento significativo. No Canal do Capote, na Linha Verde, a água já está perto de atingir seu limite, na altura da Aroeira, onde foi colocada uma régua medidora da prefeitura. 

Apesar disso, não foram registrados transbordamentos até o momento. Uma das áreas que sempre é afetada com os alagamentos fica na altura do Bairro da Glória. "Para gente que mora aqui próximo ao valão fica sempre aquela apreensão quando chove. Várias vezes a água transbordou e invadiu as nossas casas", conta a moradora Amanda.
Na Lagoa de Imboassica o nível ainda estava dentro do normal na manhã de ontem (7). Para o nível total dela ficar estabilizado, é necessário que atinja os 80 cm na régua de medição. 

Para que a água transborde para os bairros no entorno ou para a Rodovia Amaral Peixoto, o nível deve superar a marca de 120cm. No ano passado, após as fortes chuvas, os bairros do entorno foram atingidos. Por conta disso foi preciso fazer a abertura da barra, situação que gerou polêmica na época.

No Canal Macaé-Campos, o nível, apesar de estar um pouco acima do habitual, a situação permanecia normalizada. Lembrando que a manutenção desses recursos hídricos é fundamental para facilitar o escoamento da água. 

Cuidados em área de risco

A prevenção é fundamental para evitar tragédias em caso de acidentes. Caso o nível continue a subir, o risco de que a água invada as casas é grande, colocando em perigo a segurança de várias famílias. 

A preservação da mata ciliar é fundamental, pois ela evita alagamentos, uma vez que não permite o avanço das águas do rio. Elas trabalham na contenção de enxurradas, diminuindo a velocidade de infiltração no solo, protegem e rede de drenagem dos reservatórios subterrâneos, reduzem os assoreamentos, entre outros benefícios. 

Por conta dessa importância, o Código Florestal diz que as ocupações devem obedecer a uma distância mínima do recurso hídrico. Esse número varia de acordo com a largura do curso d'água em metros.
Além das famílias ribeirinhas, quem mora em locais onde há risco de deslizamentos (encostas) também deve prestar atenção.

Alguns sinais podem indicar que o imóvel corre riscos de desabamento. Em casos de rachadura nos pisos ou paredes, estalos ou postes e árvores inclinados, recomenda-se que a pessoa saia da casa imediatamente e acione a Defesa Civil. Em caso de emergência, a população deve ligar para o número: 199.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: cidade, meio ambiente


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