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Ambientalista luta pela preservação das corujas buraqueiras

Por meio do Projeto S.O.S "Escola Viveiro a Céu Aberto" desde 2015 as espécies vêm recebendo atenção especial

Em 06/02/2018 às 11h02


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Bandeiras brancas no local alertam para a existência das espécies Bandeiras brancas no local alertam para a existência das espécies
Desde 2015 a ambientalista Jane da Conceição, por meio do Projeto S.O.S "Escola Viveiro a Céu Aberto - Corujas Buraqueiras", vem lutando e contribuindo com a preservação das espécies na Praia Campista. No entanto, mesmo após anos de luta a ambientalista conta que tem enfrentado dificuldades e que algumas pessoas ainda não se deram conta da importância dos animais e que o local onde eles habitam é uma área de restinga, ou seja o habitat delas. 

"Às vezes tenho a sensação de que todo meu esforço e trabalho para proteger as corujas tem sido em vão. Me entristece quando vejo  pessoas passeando por cima delas, mesmo com o local sinalizado com placas, faixa. Fico perplexa com o que vejo. Estamos vivendo um quadro surreal, uma terra sem lei e está faltando limites e respeito. Está faltando amor pela natureza e pelo trabalho de um ser humano e batalhador que não tem medo de levantar a bandeira por aquilo que defende e seguir em frente. No local resta pouco da restinga. Precisamos preservar", disse a ambientalista. 

Jane desabafa ainda que teme pela aglomeração no local no período de carnaval. "Nesse período de Carnaval colocaremos mais bandeiras brancas no local. A ideia é sinalizar que as corujas estão ali e pedir pela proteção delas. Recentemente um evento realizado no local nos deixou muito triste. Pois as pessoas se aglomeram na restinga. Tentei alertar os responsáveis pelo evento da existência das corujas no lugar, mas não obtive sucesso", ressaltou. 

O Projeto "Escola Viveiro a Céu Aberto" consiste no despertar para a Preservação e Valorização da Vida. "Cada dia as corujas nos ensinam lições com sua perseverança e lindos voos reais. Baseado em estudos, este projeto produz conhecimento em prol da preservação e conservação do ar que respiramos, a nossa vida", explica Jane.

Já a coruja é uma ave de nome cientifico cunicularia ("pequeno mineiro") e tem esse nome por viver em buracos cavados no solo e também em campos, pastos, restingas, desertos, planícies, praias e aeroportos. 

Importante lembrar que o projeto "Viveiros a Céu Aberto" tem apoio da população de Macaé por meio de um abaixo assinado, e também da Secretaria de Educação, FAFIMA, Agenda 21, Polícia Federal, Guarda Ambiental, Escola Alfa, Redes de Hotel, Secretaria de Turismo, Mobilidade Urbana, Polícia Militar, Guarda Municipal, CEPE (Clube dos Empregados da Petrobras) e o presidente do Clube.  

A idealizadora do Projeto destaca que "acredita no ser humano como principal ferramenta para a construção do conceito de sustentabilidade. "Com este projeto abraçaremos todos os setores responsáveis pelo desenvolvimento e segurança de Macaé, para um olhar amplo no sentido de que devemos nos tornar melhores pessoas", pontua Jane.

O interesse de Jane em preservar as espécies surgiu quando ela fazia um registro fotográfico da ave e percebeu a aproximação de um cachorro. "Fiquei observando e me preocupei quando o cachorro atacou a coruja. Naquele momento eu percebi que era hora de começar a pensar em algo que pudesse preservar as corujas e foi então que comecei a estudá-las e nasceu a ideia de criar a Escola Viveiro a Céu Aberto das Corujas Buraqueiras da Praia Campista", relembra.  

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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Tags: cidade, meio ambiente


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