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Moradores voltam a relatar problemas na saúde do Lagomar

Área que não conta com a cobertura da ESF segue sem expectativa de quando será contemplada com o programa

Em 05/02/2018 às 12h54


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Entre as promessas está a entrega da nova ESF na W26, obra que deveria ser concluída esse mês Entre as promessas está a entrega da nova ESF na W26, obra que deveria ser concluída esse mês
Um direito que deveria ser para todos, mas que nem sempre é assim na prática. Quando se trata da saúde no Lagomar, bairro com mais de 35 mil habitantes, a situação é bastante crítica. Se onde o atendimento é oferecido à população enfrenta problemas, nas localidades que não contam com a cobertura da rede pública é ainda pior.

Cansados da atual situação em que se encontram, moradores voltaram a procurar o jornal O DEBATE essa semana em busca de respostas do poder público quanto às promessas feitas há anos, reforçadas pelo próprio prefeito, Dr. Aluízio, em outubro de 2017, em relação à ampliação da Equipe da Estratégia da Saúde da Família (ESF). 

"Nessa reunião no final do ano passado, que contou com a presença de secretários e vereadores, além do próprio prefeito, discutimos algumas pautas, entre elas, a falta de médicos nas equipes da ESF do bairro. Nos foi garantido pelo Dr. Aluízio e pela secretária de Saúde, Edelzita Alves, que eles estariam convocando os  profissionais que passaram no processo seletivo para preenchimento das vagas.

Outro ponto abordado foi a forma que estava organizado a divisão das quatro equipes da ESF já existentes. Em relação a isso, nos foi garantido que iniciaria naquela mesma semana um novo processo de reorganização nas equipes de forma sistemática e de simples compreensão para o morador, fazendo com que o bairro fosse mapeado de forma correta, possibilitando um maior atendimento à população.

O que não aconteceu. Continua tudo do mesmo jeito, faltando médicos e a parte que não conta com cobertura segue sem atendimento da ESF, medida que prejudica a cerca de 20 mil pessoas", relata André Carvalho, secretário da Associação de Moradores do Lagomar.

Segundo ele, a área ainda não atendida pela ESF tem inicio na Avenida Dr. Pery Gonçalves dos Santos (antiga W-24) até Avenida Nossa Senhora da Aparecida (antiga MPM).

Outra reivindicação é sobre a construção da nova unidade na Avenida Dr. Sérgio Vieira de Mello (antiga W-5) esquina com a Avenida Hebe Camargo (antiga W-26).

"As obras começaram há cerca de quatro anos e até hoje não foram concluídas. Esse ponto foi ressaltado na reunião com o prefeito e ele disse que em fevereiro agora, iriam inaugurar. A pergunta é: como? Impossível. Desde aquele encontro nada fizeram. Continua o prédio abandonado. Encontrei ele depois de um tempo durante a desocupação na W30 e ele fingiu ter ficado surpreso quando relatei o que estava acontecendo", relata André sugerindo que, enquanto a unidade não fica pronta, a prefeitura deveria disponibilizar as equipes nas unidades já existentes. "Hoje não podemos ser atendidos nas demais ESF, mas se tivessem as equipes, poderiam manter o atendimento nas demais por tempo determinado", conclui.

A prefeitura foi procurada pela nossa equipe, que informou que já encaminhou advertência à empreiteira por conta da paralisação das obras há três meses. O processo por não cumprimento do contrato foi encaminhado à Procuradoria Geral para tomar as providências cabíveis. Quanto à equipe médica, a secretaria de Saúde informa que aguarda posicionamento e autorização da Justiça para contratação de novos médicos. Enquanto isso, a população pode se dirigir à UPA do Lagomar.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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Tags: cidade


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