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FIRJAN defende votação da reforma da previdência para ainda este ano

Federação reunirá os prefeitos fluminenses e parlamentares para alertar sobre o risco para as contas públicas, caso as reformas não sejam aprovadas

Em 14/12/2017 às 12h32


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Eduardo Eugênio solicitou apoio do Congresso para aprovação do projeto Eduardo Eugênio solicitou apoio do Congresso para aprovação do projeto
O presidente do Sistema FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, defendeu a votação da reforma da previdência ainda este ano. Em entrevista à imprensa, Eduardo Eugenio ressaltou que o país não se sustenta sem as reformas, já que as contas públicas estão vulneráveis. "Caso não haja as reformas, corremos o risco de ter mais uma década perdida, como a dos anos 1980".

O presidente do Sistema FIRJAN informou que está conversando com todos os deputados e alertando para os riscos, caso a reforma da previdência não seja aprovada. Eduardo Eugenio disse ainda que na sexta-feira (15) está convidando os prefeitos fluminenses, deputados estaduais e federais para um debate, na sede da Federação, no Centro do Rio, sobre a necessidade e a importância da reforma da previdência.

"Temos que ser transparentes sobre esse assunto e explicar para a sociedade que a reforma corta privilégios de uma minoria. Que se nada for feito agora, no futuro será uma reforma mais dura ainda", afirmou.

O economista-chefe da Federação, Guilherme Mercês, também participou do encontro e apresentou um balanço do desempenho industrial em 2017 e as projeções para o crescimento da economia nacional e fluminense para os próximos anos. Segundo ele, não é possível traçar apenas um único cenário diante do quadro de incertezas com a aprovação ou não das reformas, a começar pela da previdência.

"As projeções mais otimistas indicam um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 4% em 2018, com a aprovação das reformas e as privatizações e parcerias público-privadas (PPPs). Porém, com meias reformas, o crescimento pode ficar em torno de 3%. E a visão mais pessimista prevê um crescimento menor que 2%, caso as reformas não passem no Congresso", estimou Mercês.

Entre as possibilidades de investimentos, ele cita, por exemplo, o estudo "Saneamento no estado do Rio de Janeiro - Cobertura e oportunidades de investimentos", divulgado pela Federação em novembro, no qual aponta que as concessões dos serviços de água e esgoto podem ser feitas em 20 municípios fluminenses. Nessas cidades, as concessões têm um potencial de investimento em um total de R$ 7,5 bilhões, melhorando a oferta e a qualidade dos serviços de água e esgoto.

De acordo com o economista-chefe da FIRJAN, a reforma da previdência é fundamental para ajudar também os estados a enfrentarem a crise financeira e cobrir os déficits orçamentários estaduais. Conforme os dados da FIRJAN, o elevado déficit previdenciário explica a fragilidade fiscal de 24 estados da Federação, sendo necessário aplicar em média 11% da receita corrente líquida para cobrir os gastos com a previdência. "Somente o Rio de Janeiro gasta 20% do seu orçamento para cobrir apenas o déficit da previdência. Com isso, os gastos com o funcionalismo fluminense chegam a 72%", alerta Mercês.

Autor: O DEBATE

Foto: Renata Mello/Firjan


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Tags: economia


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