Cadastre-se e receba nossas novidades:

Notícias

FIRJAN debate com prefeitos soluções para desequilíbrio fiscal

Evento reuniu representantes de municípios do Norte Fluminense, além de especialistas em gestão fiscal

Em 18/10/2017 às 12h17


Versão para impressão
Enviar por e-mail
RSS
Diminui o tamanho da fonte Aumenta o tamanho da fonte

Presidente da FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, recebeu os prefeitos Presidente da FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, recebeu os prefeitos
O ajuste das contas públicas passou a ser o principal problema econômico do Brasil, ainda que o país tenha uma das maiores cargas tributárias do mundo. O desequilíbrio fiscal é grave na maioria das cidades brasileiras e esse foi o principal tema do seminário realizado na segunda-feira (16) pelo Sistema FIRJAN e a Comunitas, com apoio da Frente Nacional dos Prefeitos. Com a participação de prefeitos e secretários de Fazenda e Planejamento do Rio, o evento, que aconteceu na sede da FIRJAN, debateu soluções para o ajuste das contas públicas no âmbito municipal. 

"A sociedade exige que o governo, em suas três esferas, converse de modo transparente e verdadeiro sobre sua gestão, por mais duro que possa ser", defendeu Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da FIRJAN. "A Federação busca mais uma vez, através de exemplos de boas práticas e troca de experiências, fomentar soluções para nossas cidades no âmbito da gestão fiscal", completou. 

O tamanho da crise fiscal dos municípios brasileiros foi revelado na nova edição do Índice FIRJAN de Gestão Fiscal (IFGF), lançada em agosto. Das quase 4.500 cidades analisadas pelo estudo, 86% apresentaram situação fiscal difícil ou crítica e apenas 14% estão em situação boa ou excelente. No estado do Rio, a situação é grave: apenas 11% das prefeituras tiveram avaliação positiva.

"No orçamento das cidades, dois pontos chamam atenção: pelo lado da receita, a dependência dos recursos da União, o que deixa as prefeituras à mercê da conjuntura econômica e política. E pelo lado do gasto, o desafio é a gestão de gastos com pessoal, já que a rigidez orçamentária pode comprometer os recursos programados para os investimentos", afirma o economista-chefe da FIRJAN, Guilherme Mercês. 

Presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizette, prefeito de Campinas, destacou o desafio das prefeituras de equilibrar suas contas. Diante da atual crise econômica, a pressão pelos serviços municipais aumentou. "Até 31 de agosto, as prefeituras atenderam em suas unidades de saúde a mesma quantidade de pessoas de todo o ano passado", exemplificou.  "Um dos recursos que criamos foi um banco de ideias de gestão, no qual os administradores públicos podem se inspirar e replicar boas práticas que deram certo, aperfeiçoando-as e adaptando-as à realidade de cada cidade", completou.

O seminário contou também com a participação do secretário de fazenda e planejamento de Casimiro de Abreu, Tiago Camargo Lima, do secretário de fazenda e planejamento de Campos, Leonardo Wigand e do secretário de Transparência de Campos, Felipe Quintanilha. " O importante é que a gente tenha em mente a necessidade de uma gestão fiscal responsável, o que foi muito evidenciado aqui. Buscar maneiras de aumentar a arrecadação e reduzir despesas. É preciso tomar as medidas necessárias, ainda que sejam impopulares, pois, é possível colher os frutos depois", destacou Quintanilha
 
Os secretários fluminenses de Fazenda e Planejamento participaram de uma oficina de boas práticas. Também participaram do seminário o prefeito de Paraty, Carlos José Gama Miranda; o prefeito em exercício do Rio de Janeiro, Fernando Mac Dowell; o diretor do Columbia Global Center no Rio de Janeiro, Thomas Trebat; Raimundo Godoy, do Instituto Aquila; Eduardo da Silva Lima Neto, subprocurador geral de Justiça de Administração; Aod Cunha, doutor em Economia pela Universidade de Colúmbia.

Autor: O DEBATE

Foto: Renata Mello/Firjan


    Compartilhe:

Tags: economia


publicidade