Cadastre-se e receba nossas novidades:

Notícias

Blocos da Bacia de Campos atraem maior empresa de petróleo do mundo

Gigantes globais, ExxonMobil dividirá com a Petrobras a renovação da produção de reservas do pós-sal

Em 29/09/2017 às 17h32


Versão para impressão
Enviar por e-mail
RSS
Diminui o tamanho da fonte Aumenta o tamanho da fonte

Petrobras vai compartilhar investimentos, riscos e expertise com a ExxonMobil Petrobras vai compartilhar investimentos, riscos e expertise com a ExxonMobil
Muito além do recorde histórico registrado pela geração de mais de R$ 3,6 bilhões em bônus de assinatura, o resultado da oferta dos blocos de exploração da Bacia de Campos, na 14ª rodada de licitação da Agência Nacional do Petróleo (ANP), cria um novo marco para as operações de exploração e produção sediadas em Macaé ao longo das últimas quatro décadas: a participação da maior empresa do setor offshore do mundo.

Com a Petrobras, a ExxonMobil, que integra companhias conhecidas do mundo do petróleo como a Esso, será responsável pela renovação, recuperação e restruturação das operações na Bacia de Campos, que apesar de encarar o cenário de declínio, ainda oferece um potencial geológico de prospecção de mais de 5,7 bilhões de barris de óleo bruto, de boa qualidade.
Logo após o encerramento do leilão, a ExxonMobil emitiu comunicado ao mercado demonstrando disposição de "escrever mais um capítulo na rica história do país".

Mesmo com a competitividade marcada pela participação de outras gigantes petrolíferas, como Shell, Repsol, Total, BP, Karoon e CNOOC, a ExxonMobil já demonstrava a certeza de que participaria do novo momento do mercado nacional de óleo e gás.

A Petrobras também demonstrou empolgação com o resultado do leilão, ao afirmar que a 14ª rodada marca o início da recomposição do seu portfólio exploratório, ao mesmo tempo que busca recuperar a relação entre reserva e produção e assegurar a sustentabilidade da produção futura de óleo e gás da companhia. 

"A aquisição destes blocos reflete nossa visão abrangente de portfólio, focada na recuperação da nossa relação entre reserva e produção. Nosso objetivo é assegurar a produção futura e sustentável da companhia", afirmou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, que participou do leilão.

Ao falar em fortalecimento de parcerias, a estatal afirma que, ao lado da ExxonMobil, será capaz de capturar sinergias através das excelências técnicas das duas empresas. Para o mercado nacional, a união entre as duas gigantes do petróleo global marca o renascimento da operação offshore nacional.

"Quem vai ganhar e muito com essa parceria serão os municípios do Norte Fluminense, especialmente Macaé, onde está baseada toda a infraestrutura de operação da Bacia de Campos", disse o gerente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços do Petróleo (Abespetro), Gilson Coelho.

O leilão também é o resultado de uma extensa "agenda do petróleo" discutida pela Abespetro junto ao governo federal, na construção de uma nova política energética nacional. E a flexibilização da Petrobras nas novas disputas de blocos de concessão e partilha foi o fator fundamental para o sucesso da 14ª rodada.

"Também teremos um grande resultado com as disputas pelas partilhas do pré-sal", disse Gilson Coelho.

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


    Compartilhe:

Tags: economia


publicidade