Cadastre-se e receba nossas novidades:

Notícias

Bacia de Campos rende R$ 3,6 bi em bônus de assinatura no leilão da ANP

Rodada de licitação para blocos de exploração, realizada ontem, garantiu arremate da Petrobras e da Exxonmobil

Em 28/09/2017 às 16h19


Versão para impressão
Enviar por e-mail
RSS
Diminui o tamanho da fonte Aumenta o tamanho da fonte

ExxonMobile venceu a Petrobras ao arrematar bloco ExxonMobile venceu a Petrobras ao arrematar bloco
Os oito blocos para exploração da Bacia de Campos, arrematados ontem (27) durante a 14ª rodada de licitação realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), garantiu mais de R$ 3,6 bilhões em bônus de assinatura, o maior volume de investimento aplicado pelas 32 empresas inscritas para participar da concorrência que garantirá um novo ciclo de prosperidade para o Estado do Rio de Janeiro.
Juntos, os oito blocos para exploração arrematados pela Petrobras e pela Exxonmobile irão injetar cerca de R$ 600 milhões no desenvolvimento de projetos de produção, dinheiro que vai assegurar novos negócios para a cadeia produtiva de óleo e gás instalada na região.

"Sem sombra de dúvidas, o Norte Fluminense será a região que mais se beneficiará com esse resultado do leilão da ANP", avalia o gerente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços do Petróleo (Abespetro), Gilson Coelho.
De 10 blocos da Bacia de Campos ofertados pela ANP, oito foram disputados por "gigantes" do petróleo mundial, como Shell, Statoil e Repsol.

No Setor SC-AP1, que ofertou quatro blocos para exploração, a empresa ExxonMobil Brasil arrematou a área CM-37 oferecendo um bônus de assinatura de R$ 47 milhões, superando a oferta registrada pela Petrobras, de pouco mais de R$ 22,9 milhões.

A ExxonMobil também arrematou o bloco CM-67, com bônus de assinatura de R$ 16 milhões.
Já no setor SC-AP3, foram ofertados seis blocos, disputados por empresas e consórcios que tentaram garantir uma parte expressiva das reservas situadas na Bacia de Campos.

No entanto, a Petrobras, junto a ExxonMobile, arrematou os seis blocos ofertados, através de consórcio. Juntas, as empresas pagaram bônus de assinatura de mais de R$ 3,5 bilhões.

Para o desenvolvimento de projetos para produção nessas reservas, as duas empresas irão desembolsar mais de R$ 571 milhões em investimentos, que serão absorvidos pela cadeia produtiva do petróleo local.
"O leilão confirma todas as nossas previsões otimistas quanto ao novo momento do mercado do petróleo nacional", disse Gilson.

Durante a disputa, o potencial de 5,7 bilhões de óleo e 92 bilhões metros cúbicos de gás natural descobertos na Bacia de Campos foram destacados, assim como a manutenção de sistemas petrolíferos conhecidos e eficazes e a excelente infraestrutura para exploração.

"Quem ganhou o grande presente foi a Bacia de Campos, Macaé e toda a nossa região. Os principais blocos foram arrematados pela Petrobras, a grande geradora de energia e de mais emprego para a nossa população. Foi um resultado excelente", declarou o prefeito de Macaé, Dr. Aluízio (PMDB), que acompanhou a 14ª rodada de licitação no Rio de Janeiro.

Em resumo, a ANP informou que o certame teve por objetivos ampliar as reservas e a produção brasileira de petróleo e gás natural, ampliar o conhecimento das bacias sedimentares, descentralizar o investimento exploratório no país, desenvolver a pequena indústria petrolífera e fixar empresas nacionais e estrangeiras no país, dando continuidade à demanda por bens e serviços locais, à geração de empregos e à distribuição de renda.

Segundo a Agência, a 14ª rodada marca a retomada do setor de petróleo e gás no Brasil, com o maior bônus de assinatura total da história - mais de R$ 3,6 bilhões.

Juntas, ExxonMobile e Petrobras assinam R$ 3,6 bi em bônus

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


    Compartilhe:

Tags: economia


publicidade