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Estado se dispõe a discutir futuro de produção da Bacia de Campos

Diante de crise sem precedentes, gestão está mais pragmática quanto a discussões sobre o mercado

Em 21/09/2017 às 12h10


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Christino Áureo afirmou que é preciso ter cautela ao projetar novos cenários offshore Christino Áureo afirmou que é preciso ter cautela ao projetar novos cenários offshore
"Abre a planilha e mostra para a gente, estamos dispostos à discussão". A afirmação divulgada ontem na página do Facebook do secretário estadual da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, o deputado estadual macaense Christino Áureo (PP), ilustra o atual posicionamento pragmático da gestão do Estado diante de todas as discussões que envolvem o novo viés do mercado do petróleo nacional.

Calejada pelos efeitos da crise que dilacerou os cofres públicos, a administração do que já foi um dos Estados mais ricos do país, e que vive a penúria da recessão do setor offshore, segue a máxima do "só acredito vendo", e se esquiva de discutir propostas como a revisão das alíquotas dos royalties sobre o petróleo novo extraído a partir da elevação do fator de produção dos campos maduros.

Ao acreditar no potencial das reservas, novas ou maduras, da Bacia de Campos, o Estado busca garantias de que qualquer mudança nas regras de compensação dessas operações não afundem ainda mais a arrecadação do Estado, impactada também pela diminuição do ritmo de atividade industrial.

Sobre a revisão dos royalties das reservas maduras, Christino Áureo afirmou que qualquer posição oficial do governo será pautada apenas diante de condições reais, como a definição dos campos destinados a essa nova operação.
"Estamos esperando. A gente não tem ideia de quais são os campos, qual é a produtividade deles. Abre a planilha e mostra para a gente, estamos dispostos à discussão", disse Christino.

O secretário da Casa Civil afirmou que o Estado é a favor de medidas compensatórias para garantir novos investimentos no setor offshore fluminense, desde que os resultados efetivos de geração de empregos, de estímulo a novos negócios e de retomada efetiva da indústria sejam garantidos.

"Precisamos ter um Estado com equilíbrio fiscal e capacidade de suprir as demandas de infraestrutura que o próprio setor reivindica. Sendo claro, pela expectativa de expansão da produção acho que temos um espaço para flexibilizar normas, regulamentos e tributações para que o setor possa se expandir e principalmente gerar empregos, que é a grande angústia de todos nós", disse.

Christino foi taxativo ao afirmar que acredita no potencial da indústria do petróleo e reconhece o potencial do setor de ajudar o Estado a superar o atual cenário de crise.

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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Tags: economia


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