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ANP reforça meta de recuperar produção dos "campos maduros"

Diretor-geral da Agência afirmou que revitalização pode gerar 30% de petróleo novo

Em 20/09/2017 às 15h15


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Décio Oddone, diretor-geral da ANP, destacou potencial de recuperação dos campos maduros Décio Oddone, diretor-geral da ANP, destacou potencial de recuperação dos campos maduros
O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, e o diretor Waldyr Barroso participaram na segunda-feira (18) de audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com o tema "Redução da produção e descontinuidade de poços de petróleo na Bacia de Campos e alternativas para reverter a situação".

Oddone apresentou as medidas que a ANP vem tomando para incentivar a retomada do setor de petróleo e gás no Brasil: "Estados e municípios perderam muito com a crise que atingiu o setor. Com as novas medidas, o Rio pode ter mais 13 bilhões de barris de petróleo em reservas, considerando as futuras rodadas e as áreas já contratadas".
Segundo o diretor-geral, as rodadas irão gerar resultados no médio e longo prazos, por isso, a ANP também realiza ações para destravar investimentos no curto prazo.

Entre elas, encontra-se a proposta de resolução para a redução da alíquota de royalties sobre a produção incremental, estimulando a extensão da vida útil e maximizando o fator de recuperação dos campos. "Precisamos incentivar a recuperação dos poços na Bacia de Campos. Nossa meta é chegar, nos próximos anos, a um fator de recuperação de 30% nessa área", declarou.
Segundo a ANP, a revisão da alíquota dos royalties será analisada caso a caso, de acordo com o fator de recuperação e o nível de produção de cada reserva madura, em operação atualmente na Bacia de Campos. A margem de redução da incidência dos royalties é de 5% (mínimo) e 10% (máximo).

A audiência foi promovida pela Alerj com objetivo de avaliar o novo viés do mercado do petróleo nacional e contou com a participação do prefeito de Macaé, Dr. Aluízio (PMDB) e representantes das prefeituras de Campos, Quissamã e São João da Barra, além da Petrobras.

Macaé vem defendendo a revisão da alíquota dos royalties sobre o petróleo novo, extraído das reservas maduras, a partir da revitalização do processo de produção, medida que garantiria o retorno imediato de negócios para a cadeia offshore e a geração de postos de trabalho.

O encontro foi conduzido pelo vice-presidente da Comissão, o deputado Carlos Roberto Osório (PSDB), e contou também com a contribuição do deputado estadual macaense Chico Machado (PDT).
Para o deputado Osório, a alteração é válida, desde que não haja perda de arrecadação, pois pode atrair investimentos para o setor.

"Hoje, a ANP garantiu que não haverá queda de arrecadação. O objetivo é estancar a perda para que possamos ganhar no futuro, dando mais vida útil aos campos maduros e impedindo que essa produção continue caindo", disse. O parlamentar lembrou ainda que, nos últimos 7 anos, 556 mil barris têm deixado de ser produzidos por dia em Campos.

Leilões

O leilão de novas áreas de exploração foi apresentada pela ANP como estratégia a longo prazo, tendo em vista que o investimento só será concretizado a partir de 2020. A curto prazo, a agência defendeu a revitalização dos campos maduros, áreas de exploração que, embora ainda economicamente viáveis, estão em queda de produtividade por já terem tido grande parte da sua reserva explorada.Segundo a agência, a recuperação poderia ser feita por meio da transferência de ativos desses campos para operadoras especializadas em estender a vida útil dos pontos de exploração. Outros métodos apresentados foram a diminuição do prazo de emissão de licenças ambientais e a redução de taxas e tributos para tornar o setor mais competitivo e atraente para investimentos.

Autor: Márcio Siqueira

Foto: Octacílio Barbosa/Divulgação


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Tags: economia


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