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FIRJAN avalia aprovação de nova edição do Fundo de Equilíbrio Fiscal do Estado

Federação se posicionou contra proposta e avaliou efeito menor sobre novo prazo de vigência

Em 30/08/2017 às 13h24


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O Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF), que determina às empresas o recolhimento de 10% do valor total recebido como incentivos fiscais, teve seu prazo de vigência prorrogado para 2020. A mudança foi aprovada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), através do Projeto de Lei nº 3.186/17, de autoria dos deputados Luiz Paulo (PSDB) e André Ceciliano (PT).

Após algumas discussões envolvendo o texto original da proposta, e diante da falta de consenso entre os parlamentares, foi aprovado um texto substitutivo pela Assembleia Legislativa.

O PL nº 3.186/17 foi criado sob a justificativa de cumprir uma exigência do Regime de Recuperação Fiscal dos estados, instituído pela União por meio da Lei Complementar Federal nº 159/17. A referida lei possibilita que os estados em situação de desequilíbrio financeiro suspendam por três anos, prorrogáveis por mais três, o pagamento de dívidas com a União.

De acordo com Sandro Machado dos Reis, consultor Jurídico-Tributário do Sistema FIRJAN, embora a prorrogação do FEEF seja preocupante, já que tais valores oneram o setor produtivo e geram falta de competitividade em relação aos demais estados, a proposta original de prorrogação por seis anos não foi aceita, tendo sido aprovada apenas a prorrogação até 2020. Ou seja, serão mais dois anos de recolhimento do Fundo, já que o prazo existente hoje é 31 de dezembro de 2018.

"Além disso, foi revogada a previsão do art. 3º da lei, que afastava a necessidade de recolhimento do FEEF para aqueles contribuintes que comprovassem aumento de arrecadação superior a 10% em trimestres anteriores", detalhou.
O Sistema FIRJAN, através de nota enviada aos deputados, defendeu a rejeição do PL na redação original, já que a lei complementar federal não exige a prorrogação do FEEF por seis anos, tampouco contém a redação inicialmente prevista no PL. 

"Felizmente, embora a prorrogação em si seja ruim para a atividade produtiva, foi uma vitória fazer com que esta não fosse tão longa", afirmou Reis.

Aprovado em 24 de agosto, o PL será enviado para a sanção do governador do estado do Rio, Luiz Fernando Pezão.

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: economia


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