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Atividade e emprego na indústria da construção continuam em queda

Além do comércio que enfrenta a crise, a construção civil também ocupa o topo da lista

Em 07/08/2017 às 16h38


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Construção civil sente efeitos da crise e fecha vagas de emprego no município Construção civil sente efeitos da crise e fecha vagas de emprego no município
A indústria da construção permanece operando baixo, com ritmo de queda da atividade e o número de empregados tem apresentado redução. Em Macaé, o mercado de trabalho vai mal como um todo no Brasil, mas algumas áreas de atuação têm sido mais prejudicadas do que outras devido à crise. 

Em junho deste ano, segundo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 174 postos de trabalhos na área de construção civil foram fechados. Nos seis primeiros meses deste ano, o mercado fechou em 1.116 vagas. 

Dados divulgados do Caged apontam que já são mais de 14 milhões de pessoas desempregadas no país, o equivalente a 11% da população. Em Macaé, alguns setores mostram retração com força maior do que outros.  Na Capital Nacional do Petróleo, os segmentos campeões disparados são a construção civil - que extinguiu cerca de 19 mil postos de trabalho - e o comércio varejista, enquanto que as funções de assistente administrativo e de plataformista são as mais atingidas, já que, no decorrer dos últimos três anos, o acirramento da crise econômica impulsionou 57 mil postos de trabalho no município. 

Para o economista Glauco Nader, a desaceleração aconteceu por dois fatores. "O primeiro deles foi a queda dos royalties, o que acabou resultando em um grande número de demissões em todos os setores. Do lado privado, empresas também deixaram de investir na construção de novos empreendimentos imobiliários, principalmente os residenciais, devido à dificuldade maior na tomada de crédito por parte dos consumidores. Assim, aumentaram as dificuldades de financiamento com juros ainda maiores. Então, um empreendimento lançado acaba não tendo tanta procura para compra", explica Glauco. 

Outro setor que também tem o quadro semelhante é o comércio varejista. Com a renda ameaçada pela inflação e altos índices de desemprego na cidade, as pessoas perdem a confiança e deixam de comprar. 

"Acontece sobretudo nos setores com demanda do uso do crédito, como venda de veículos, móveis e eletrodomésticos, vestuário, informática, entre outros", opina o economista. 

Autor: Cristian Kupfer cristian@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: economia


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