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Febre amarela: Macacos são encontrados mortos no Atalaia

Prefeitura de Macaé confirmou que causa está sendo apurada pelas autoridades

Em 04/04/2017 às 12h32


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Prefeitura diz que segue com o monitoramento nas regiões de mata do município Prefeitura diz que segue com o monitoramento nas regiões de mata do município
Considerado um dos principais indicadores da circulação do vírus da febre amarela, os primatas que abrigam a região de mata em toda a região seguem sendo monitorados pelas autoridades. No último sábado (1º), a Prefeitura de Macaé emitiu uma nota oficial informando que dois macacos bugios foram encontrados mortos dentro dos limites do Parque Municipal do Atalaia, na região serrana do município. 

O comunicado explica que os animais foram encontrados por equipes da Guarda Ambiental e da secretaria Municipal de Ambiente, que seguem fazendo a ação rotineira de monitoramento na região. 

A nota diz que "as  autoridades de saúde foram imediatamente comunicadas", entre elas, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ); a Fiocruz e a Coordenadoria de Vigilância em Saúde da secretaria Municipal de Saúde. 
A prefeitura ressalta ainda que, por medida de prevenção, uma equipe volante fará a "imunização dos moradores do entorno do parque que ainda não foram vacinados contra a febre amarela".  

Por fim, o governo municipal enfatizou que "pesquisadores da Fiocruz, com apoio da equipe do Parque Atalaia e Guarda Ambiental, farão uma varredura na mata e colocarão armadilhas para capturar mosquitos a serem estudados em laboratório". Lembrando que as causas da morte dos dois macacos estão sendo apuradas e, até o momento, não há confirmação de que tenha sido por febre amarela.

Lembrando também que o Parque Atalaia segue, temporariamente, fechado para visitações como medida de precaução. Após o prazo de 30 dias, o acesso só será liberado aos visitantes que apresentarem comprovante de vacinação contra a doença. 

Crime ambiental 

Segundo o Ministério da Saúde (MS), a febre amarela silvestre é muito comum em macacos, que são os principais hospedeiros do vírus. A transmissão da doença ocorre quando o animal doente é picado pelo mosquito dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que pode repassar o vírus a outros macacos e aos seres humanos. 
 
Vale ressaltar que os macacos não são a causa da doença, ou seja, não devem ser mortos. De acordo com o Art. 29 da Lei nº 9.605/98: "Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna silvestre nativa, ou em rota migratória sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida" prevê pena de seis meses a um ano e multa. Em casos de infração, o indivíduo sofrerá as penalidades definidas na Lei Federal nº 9605/98 e na Lei Complementar Municipal nº 027/2011.

Casos da doença no estado

Vale enfatizar que, até o momento, não foi confirmado nenhum caso do tipo urbano da doença no país. Segundo o último boletim epidemiológico emitido pela secretaria de Estado de Saúde, com atualização em 30 de março, foram confirmados nove casos de febre amarela silvestre em humanos no Estado do Rio, sendo sete deles (com um óbito) em Casimiro de Abreu, um em São Fidélis e outro em São Pedro da Aldeia* - (*paciente contraiu a doença em viagem à zona rural de Casimiro de Abreu). 

Autor: Marianna Fontes

Foto: Wanderley Gil


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Tags: geral, saúde


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