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Corpo do ex-vereador Olinto Bordalo foi sepultado no Cemitério de Santana

Ex-parlamentar e comerciante que estava internado na Unimed não resistiu ao estágio avançado do câncer

Em 09/03/2017 às 11h43


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O corpo foi velado na Loja Maçônica Perseverança II, situada na Praça Washington Luís, na manhã de quarta-feira (8) O corpo foi velado na Loja Maçônica Perseverança II, situada na Praça Washington Luís, na manhã de quarta-feira (8)
Faleceu aos 86 anos, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara, Antonio Olinto Bordalo. Ele estava internado na enfermaria do Hospital da Unimed, e não resistiu às complicações do câncer que o vitimou no final da tarde de terça-feira, 7 de março.
O corpo foi velado na Loja Maçônica Perseverança II, situada na Praça Washington Luís, na manhã de quarta-feira (8) e o sepultamento aconteceu às 11h, no Cemitério de Santana.

Olinto era português e chegou a Macaé há 66 anos para trabalhar na Padaria Reis. Na sua nova cidade, Olinto montou negócio próprio, o Bar do Olinto, local onde o dia de trabalho começava às cinco da manhã, numa Macaé ainda provinciana.
E
m um dos mais tradicionais ambientes políticos da cidade, Olinto concorreu à vaga na Câmara, sendo eleito quatro vezes para mandato de vereador, ocupando todos os cargos da Mesa Diretora do parlamento, inclusive a presidência. A passagem de Olinto pela Câmara de Vereadores ocorreu entre os anos de 1970 e 1988. Ele foi presidente do Legislativo entre 1980 e 1982.

Ele trabalhou como entregador de pão da Padaria Reis, e depois tornou-se comerciante, montando o Bar do Olinto, na Praça Washington Luis, local de chegada e partida de ônibus com destino a Carapebus e Quissamã, quando a cidade não contava com rodoviária.

Na ocasião, Flamenguista roxo, criou o bolo esportivo que distribuía prêmios aos acertadores dos escores das partidas do final de semana. Pela popularidade conquistada ele teve acesso livre e fácil na esfera política. Ano passado, ele foi homenageado pela Associação Comercial e Industrial de Macaé (Acim), com a medalha dos 100 anos de sua fundação. Ele deixa viúva, dois filhos e três netos.

Olinto Bordalo iniciou sua carreira política filiada ao PTB, na ocasião, partido da então deputada Sandra Cavalcante. Quando se elegeu vereador pela primeira vez, os vereadores não recebiam remuneração e nada o demoveu de enfrentar as conhecidas "máquinas administrativas" para reivindicar em favor do povo, principalmente quando Carapebus e Quissamã eram distritos do município onde conquistou grande número de votos. Finalizou a carreira filiado ao PPS.

Vai deixar saudades na Rui Barbosa

"Conheci Olinto através de seu irmão, Joaquim Bordalo, em Barra de São João, há cerca de três décadas. Ele foi o Lusitano mais macaense, que deixa muitas histórias de sucesso. Como comerciante foi da Direção da ACIM e conseguiu na época triplicar o número de associados. Foi vereador por quatro mandatos, quando os votos ainda eram éticos e não dependiam de benesses dadas aos eleitores. Depois de se retirar como candidato, principalmente por discordar da falta de ética nas eleições, ajudou muitos a conquistarem seus espaços ou mandatos. Foi traído por muitos, porém não guardava mágoas e seguia em frente, sempre cordial e disponível às causas em que acreditava", diz Paulo Júris.

No Bar do Zé Mengão, sempre uma novidade, um bom papo regado a cafezinho. Palavras negativas e reclamações, não faziam parte de seu repertório. Novos projetos, novas conquistas contrastavam com sua forma elegante de se vestir. Sempre de camisa e calça sociais, com seu jeito rápido de andar e entusiasmado com novos acontecimentos.

"Com o fechamento do Mengão, o ponto de reunião passou a ser a padaria do Zé. Apesar da luta contra a doença, estava sempre que podia presente e discutindo os rumos políticos de nosso município.

Ficam as boas lembranças de um homem digno, trabalhador, bom pai de família e principalmente um grande amigo com muitos admiradores", completou o amigo.

Autor: O DEBATE

Foto: Divulgação


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Tags: geral, falecimento


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