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Estado do Rio tem o maior custo da energia elétrica para a indústria

Nova medida anunciada pelo governo federal afetará ainda mais o setor neste ano

Em 02/03/2017 às 11h56


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Operações do petróleo em Macaé também contribuem com alto consumo de energia no Estado Operações do petróleo em Macaé também contribuem com alto consumo de energia no Estado
O custo médio da energia elétrica para a indústria do estado do Rio é 24,8% superior à média nacional. De acordo com o estudo "Quanto custa a energia elétrica para a pequena e média indústria no Brasil?", divulgado pelo Sistema FIRJAN na última sexta-feira, dia 24 de fevereiro, o custo médio para as indústrias fluminenses no mercado regulado é de R$ 628,83 por MWh, o maior do país. A segunda posição é ocupada pelo Pará (R$ 609,79) e, a terceira, pelo Mato Grosso (R$ 580,05).

O estudo utiliza as tarifas de 2016 disponibilizadas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A Federação das Indústrias ainda chama a atenção para o aumento da alíquota de ICMS aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em meio às propostas do pacote anticrise do governo do estado.

A medida, que entra em vigor em abril, fará com que o custo aumente cerca de 5% e chegue a R$ 659,02 por MWh, sem contar os reajustes anuais e os repasses para pagamento das indenizações às transmissoras de energia.

De acordo com o Sistema FIRJAN, o setor produtivo do Rio de Janeiro necessita de mudanças em prol de sua competitividade. É imprescindível que seja reduzido o montante de perdas não técnicas de energia nas distribuidoras estaduais, bem como devem ser intensificadas políticas públicas que permitam o acesso seguro das equipes das concessionárias aos locais de risco. A tributação também deve ser equiparada aos demais estados, na busca por tarifas em patamares mais condizentes com o resto do país.

No Brasil, o custo médio da energia elétrica para a indústria no mercado regulador é de R$ 504 por MWh, após queda de 10,7% na comparação com 2015. A redução está relacionada à conjuntura econômica desfavorável, que possibilitou a redução da geração termelétrica e a troca da bandeira vermelha pela bandeira verde. Porém, o Sistema FIRJAN destaca que o custo ainda se encontra em nível elevado. Desde 2013, o aumento na média nacional foi de 48,2%.

No "Boletim de conjuntura do setor elétrico brasileiro", a Federação das Indústrias também chama a atenção para a despesa extra que os consumidores terão por conta do pagamento das indenizações às transmissoras. 

No documento, o Sistema FIRJAN ressalta que os consumidores já garantiram a remuneração dos ativos não depreciados, pagando por décadas, via tarifa, a RGR (Reserva Global de Reversão). E que, por isso, não cabe a eles esta despesa adicional.

Autor: O DEBATE

Foto: Kaná Manhães


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Tags: geral, economia, região


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