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Moradores voltam a cobrar melhorias na Barra de Macaé

População destaca o lazer e a mobilidade urbana como pontos prioritários para a localidade

Em 30/01/2017 às 12h04


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Presidente Rogélio Flores, ressalta que já perdeu as contas de quantos ofícios fez nesses anos Presidente Rogélio Flores, ressalta que já perdeu as contas de quantos ofícios fez nesses anos
"Há mais de cinco décadas a Barra de Macaé clama por melhorias". É com essa frase que o presidente da associação de moradores, Rogélio Flores, começa essa edição do Bairros em Debate. Nascido e criado ali, ele conta que poucas mudanças foram feitas ao longo das últimas décadas.

Apesar de amar o bairro em que vive, Rogélio diz que o lugar teria tudo para ser um dos melhores para se viver em Macaé, não fossem os problemas enfrentados no dia a dia. Para isso, ele acredita que é preciso investimentos em infraestrutura por parte do poder público.

"As pessoas acham que a Barra de Macaé é aquela beleza quando passam pela RJ-106, mas não. Por trás de tudo isso existem muitos problemas. Da Avenida Luiz Lírio para dentro é outra realidade. Ela está abandonada. E isso não é culpa apenas dessa gestão, mas sim de todas as anteriores. No entanto, é preciso deixar o passado de lado e pensar no agora e no futuro. Em quatro anos, esse governo pouco fez pelo nosso bairro. Precisamos que as autoridades olhem com outros olhos pelo ponto de vista dos moradores", enfatiza ele, contando que já perdeu as contas de quantos ofícios já fez para os vereadores e gestores da prefeitura com as necessidades do bairro. "Não só a associação, como a Administração do Bairro, já fez vários requerimentos. Está tudo protocolado", enfatiza.

A Barra de Macaé tem a vantagem de estar localizada a poucos minutos do Centro e ser o local onde fica situado o Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo. O bairro também é cortado pela Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), uma das principais do estado.

Áreas de lazer sofrem com vandalismo

Desde que foram revitalizadas, as praças do bairro foram alvos de pichações, e até de danos causados por uma minoria que não tem cuidado ou zelo pelo patrimônio público.

Sem ninguém para zelar pelo patrimônio, áreas de lazer são alvos de vandalismo


"Por anos a gente reivindicou a revitalização da Beira Rio e da Navegantes. A prefeitura veio e fez o serviço. Só que, infelizmente, pouco tempo depois já estava tudo destruído de novo. Um pequeno grupo de pessoas não tem zelo pelo patrimônio público. Quem acaba sofrendo as consequências disso no final é o cidadão de bem", diz o presidente.

Ele conta que os próprios moradores se uniram para resolver alguns problemas pontuais. "Teve um torneio de futebol aqui na Beira Rio. A população fez uma vaquinha para comprar tela para tapar os buracos atrás dos gols. Mas o alambrado ainda está danificado. Acho que eles não usam material de qualidade. Somando a falta de manutenção e o vandalismo, o resultado é esse que podemos ver", lamenta.


É importante frisar que, segundo o Art. 163 do Código Penal, destruir patrimônio público é considerado crime. A pena pode ser de detenção, de seis meses a três anos, mais multa, além da pena correspondente à violência.

No caso das pichações, apesar de acontecer impunemente, tal ato é considerado um crime, previsto na Lei. 9.605/98. De acordo com o Art. 65, a pessoa que for pega em flagrante pichando ou danificando edificações ou monumentos urbanos pode sofrer uma pena com multa e detenção, que varia de três meses a um ano.

O artigo é claro e diz que "se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada em virtude do seu valor artístico, arqueológico ou histórico, a pena é de 6 (seis) meses a 1 (um) ano de detenção e multa".

Presidente cobra projeto prometido 

Sem dúvidas, hoje um dos maiores problemas que a Barra de Macaé e entorno vivem é a mobilidade urbana. De acordo com o presidente do bairro, um grande projeto já foi elaborado pela prefeitura há cerca de três anos. 
"Fizemos várias reuniões, e até hoje esperamos que tudo aquilo que foi discutido e acordado seja implementado", cobra Rogélio.


Mobilidade Urbana é uma das prioridades do bairro 


A travessia de pedestres na Rodovia Amaral Peixoto ainda é uma das maiores queixas ali. Os pedestres contam, atualmente, com duas passagens subterrâneas, que necessitam de manutenção e limpeza, e também de dois semáforos, um deles instalado na altura do Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo, e o outro na entrada da Nova Holanda.

"Nós gostaríamos que nos dois locais onde há passagem subterrânea seja colocada uma passarela ou um semáforo. Não adianta a prefeitura dizer para fazer o uso dessas passagens porque a população não vai fazer, pois há muitos assaltos. A população prefere se arriscar na pista. Infelizmente, o índice de acidentes aqui é elevado, inclusive, alguns com mortes. Queremos que algo seja feito para evitar que mais vidas sejam perdidas por conta disso", alerta o presidente.

Ele também solicita a instalação de um redutor de velocidade na descida da ponte, sentido Lagomar, e outro na descida da Avenida Luiz Lírio. "Os motoristas descem em alta velocidade. Se tiver um redutor, que aplique multa, eles vão pensar duas vezes antes de colocar em risco a vida dos outros", pontua.

Veículos na contramão

Outro problema antigo, que já foi debatido pelo jornal várias vezes, é o desrespeito no trânsito da Avenida Luiz Lírio. Moradores contam que alguns condutores ainda circulam pela contramão para cortar o trânsito da rodovia. 


Motoristas ainda desrespeitam sinalização na Avenida Luiz Lírio 


Por conta disso, na manhã de terça-feira (24), um veículo acabou atropelando uma pessoa, que sofreu alguns ferimentos. "O pedestre foi surpreendido pelo carro na contramão, que estava em alta velocidade. Esse desrespeito acontece todos os dias.

Gostaria de perguntar ao Sr. Prefeito se existe Mobilidade Urbana em Macaé. Cadê ela? De vez em quando eles colocam agentes na altura da Ilha da Caieira e do Coreto, só que eles ficam parados dentro do carro. Tem que ter uma fiscalização mais rigorosa aqui para coibir esses infratores", cobra Rogélio. 

Iluminação pública

Situado em uma das áreas de maior vulnerabilidade social, a Barra também sofre com a violência. O medo é ainda maior à noite, principalmente nos locais onde a iluminação é precária. "Já fiz várias solicitações. Peço que a Emip envie uma equipe à noite para avaliar o nosso bairro e fazer o reforço nos locais mais críticos. Esse é um item que os moradores cobram muito aqui na associação", relata o presidente. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Marianna Fontes


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Tags: bairro em debate


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