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População volta a cobrar melhorias em área nobre

Jardim Guanabara, na parte sul da cidade, sofre com a falta de infraestrutura e serviços básicos

Em 23/01/2017 às 12h23


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Pagando alto valor em impostos, moradores cobram mais atenção do poder público Pagando alto valor em impostos, moradores cobram mais atenção do poder público
Ruas tranquilas, pavimentadas, limpas e arborizadas, com belas residências, áreas de lazer para toda a população. Na teoria isso seria o cenário que deveria ser encontrado em toda a cidade, principalmente nos bairros nobres. No entanto, quando se trata do Jardim Guanabara, essa situação parece mais um sonho difícil de se tornar realidade.

Um dos endereços mais valorizados da cidade, essa semana o BAIRROS EM DEBATE visitou novamente o local, que fica situado às margens da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106). A proximidade com as praias do Pecado e dos Cavaleiros e também do Polo Offshore e da Área Industrial, tanto de Macaé, quanto de Rio das Ostras, fez com que essa área se valorizasse cada vez mais.

Mas apesar do ponto privilegiado, essa área residencial lida no seu cotidiano com problemas como qualquer outro bairro da cidade. Ao longo dos últimos anos, o Jardim Guanabara tem sofrido uma forte expansão imobiliária. 
Pelo que a nossa equipe pôde ver de perto, o bairro vem apresentando algumas melhorias, entretanto ainda tem diversas pendências, e são essas que têm gerado muitas reclamações. Entre as reivindicações estão: a limpeza, a falta de áreas de lazer e ruas sem pavimentação. 

Lixão cresce em meio a casas de alto padrão

Quando falamos de lixões, não é apenas nas áreas carentes como a Piracema e a Águas Maravilhosas que eles crescem no entorno. No Jardim Guanabara uma enorme área vem sofrendo com o mesmo problema, situação que preocupa os moradores.


Lixão evidenciado há três anos continua crescendo em área pública


Ao que tudo indica, o terreno de aproximadamente 30 mil m², situado na Rua 17, que deveria ser destinado em benefício da população como praça e escola, hoje está servindo de depósito para tudo que é tipo de material e resíduos. E é ali que se esconde uma nascente de água, manancial comprometido por conta da degradação ambiental.

No último Bairros em Debate, em 2016, a prefeitura disse que iria enviar uma equipe ao local para tomar as providências, entre elas, a manutenção de algumas ruas. Só que, em vista do cenário encontrado pela nossa equipe, nada foi feito para solucionar o crime ambiental. 

De acordo com os moradores, isso ocorre por conta da falta de fiscalização. "O lixão cresce a cada dia e o poder público não faz absolutamente nada. A prefeitura está ciente do problema e não limpa ou fiscaliza. Sabendo disso, muitos não estão nem aí e jogam de tudo ali no terreno, seja dia ou seja noite. Quem mora no entorno é quem mais sofre", diz um morador, que pede para não ser identificado. 

Capina também é solicitada

Assim como acontece em vários bairros em Macaé, quando se trata da falta de capina o Jardim Guanabara também entra na lista. Seja em terrenos particulares, onde é responsabilidade do proprietário manter a limpeza, quanto em áreas públicas, onde o serviço deve ser executado pela prefeitura, é possível ver que o mato já ultrapassa mais de dois metros de altura.


Matagal gera reclamações de vizinhos


Para piorar, muitos deles se tornam locais de descarte irregular, situação que resulta em transtornos para os vizinhos. "As pessoas fazem obras aqui e jogam os materiais de obras nas proximidades. Acaba que vira bagunça e quem vive no entorno é quem sofre as consequências disso", diz uma moradora que também pede sigilo do nome. 

Ruas sem pavimentação

A maioria das ruas do bairro é de paralelepípedos e, em algumas delas, a nossa equipe encontrou desníveis. Em vários pontos, buracos profundos e bueiros sem tampas se tornam uma ameaça para os condutores e pedestres. 

Mas se nesses pontos a situação é crítica, onde não tem pavimentação a situação é ainda pior. Algumas ruas do bairro ainda são de barro, o que torna a acessibilidade dos moradores bem mais complicada. Em algumas delas, o acesso de carro é praticamente impossível em dias de chuva.


Acessibilidade está dentro da lista de melhorias pendentes


Depois de tanto reivindicar, algumas dessas ruas começaram a ser pavimentadas no ano passado, mas até hoje apenas o meio-fio foi feito e jogado pó de brita. "É preciso melhorar, e muito, a acessibilidade em algumas partes do bairro. Em Macaé ocorre uma incoerência. Eles colocam asfalto onde já tem pavimentação e onde precisa eles não fazem nada. Vai entender", diz o morador.

Um exemplo disso é a Rua Jocilea Basílio, bem na entrada do bairro pela Norte-Sul. "Ela foi destruída pelas obras de saneamento da Odebrecht. O certo seria finalizar os trabalhos com o asfalto, o que não aconteceu. A acessibilidade aqui é péssima, principalmente quando chove", diz a moradora Raquel.  

Sem área de lazer, crianças brincam na rua

As praças são geralmente um ponto de encontro de moradores do bairro, sendo a principal opção de lazer para as crianças. Mas o Jardim Guanabara não possui nenhuma área de lazer, sendo a mais próxima no Mirante da Lagoa. 

Terreno para área de lazer segue abandonado pela prefeitura 

"Quando se trata de lazer, temos 0%. Nem campinho temos. Meu filho tem que ir para o bairro vizinho para jogar bola", lamenta Raquel. "O nosso bairro tem tudo para ser modelo. É um lugar bom, só que não conta com serviços básicos", explica.

Iluminação precisa melhorar

Com a violência cada vez maior, a sensação de insegurança toma conta da população. No Jardim Guanabara a baixa iluminação, ou até mesmo a falta dela, tem preocupado quem vive ali. "Não temos policiamento ostensivo. Dependemos de segurança privada, mas nem todos podem pagar.

E mesmo assim ficamos com medo de entrar e sair de casa à noite. Não temos braço de luz, ou seja, fica um breu. Para amenizar, o proprietário da casa colocou dois holofotes para evitar incidentes. Tenho receio de chegar à noite em casa e colocar o carro na garagem por conta da escuridão", relata Raquel. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: bairros em debate


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