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Infraestrutura ainda é precária no São José do Barreto

Moradores cobram melhorias no abastecimento de água, lazer, urbanização da orla e pavimentação

Em 12/12/2016 às 15h23


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Moradores dizem que investimentos não chegam no bairro, onde acontece a Brasil Offshore (Foto Marianna Fontes)

Considerado um dos bairros mais antigos do município, é no São José do Barreto que fica situado o Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho e o Parque de Exposições Latiff Mussi, onde são realizados os maiores eventos da cidade. É ali que, de dois em dois anos, ocorre a "Brasil Offshore - Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás", a terceira maior do mundo nesse segmento. 

Essa semana, o Bairros em Debate esteve novamente percorrendo as ruas com os moradores que pontuaram as principais situações que fazem parte do cotidiano de quem vive ali.  

Com a possibilidade da instalação do novo porto no futuro e a facilidade de acesso à nova Zona Industrial, essa região vem sofrendo uma forte expansão imobiliária. Diante disso, as questões de infraestrutura precisam ser resolvidas logo, a fim de evitar que os problemas se agravem.

Entre as principais solicitações estão reforço na segurança pública, pavimentação de ruas, saneamento básico, urbanização da orla e reforma da área de lazer do bairro. 

Pavimentação lidera lista de reclamações

Basta atravessar a rua em frente ao Centro de Convenções para encontrar uma realidade diferente. Andar por alguns pontos do bairro é uma aventura, já que as vias até hoje não foram pavimentadas. Para piorar a situação, o intenso fluxo de caminhões deixa o chão ainda mais esburacado, dificultando a acessibilidade das pessoas.



Quando faz sol, a poeira invade as residências, causando transtornos e fragilizando a saúde de quem vive no bairro. Essa situação acaba contribuindo com várias doenças respiratórias e quem geralmente mais sofre são as pessoas alérgicas e as crianças. Quando chove, a lama impede que os moradores possam entrar e sair de suas casas. 

Um dos trechos mais críticos é no lado da orla, onde fica a Praia do Barreto, no Parque Atlântico. "Simplesmente não existe interesse do poder público em melhorar a infraestrutura no bairro. Orla para a prefeitura é só da ponte para lá. Há anos a gente aguarda por esse projeto de urbanização. Poderia ser feito algo simples, com um calçadão, ciclovia e pavimentação que já iria melhorar bastante o aspecto, fora que seria uma alternativa de lazer para quem vive aqui e no entorno", diz um morador que pede para não ser identificado. 



Segundo o morador Alysson, as poucas melhorias realizadas foram feitas pela construtora de um conjunto habitacional no bairro. "Fizeram a urbanização do entorno do condomínio com a implantação da rede pluvial e do calçamento. Mas isso só aconteceu porque a construtora fez através de um acordo com a prefeitura. Tenho certeza que se não fosse isso essa região estaria igual ao outro lado", comentou. 
Moradores pedem melhorias no lazer

No dicionário, a palavra lazer significa "tempo de que se dispõe livremente para repouso ou distração". O problema é que no São José do Barreto a praça ainda precisa ser mais atrativa. Isso acontece porque a única opção é o campo de grama sintética, ou o de areia, situado um ao lado do outro.



A população acredita que a enorme área pública poderia ser melhor aproveitada, principalmente para as crianças. "Não temos um parquinho para trazer os nossos filhos. Acaba que essa praça fica abandonada porque não temos incentivos para frequentá-la. A gente deixa as crianças dentro de casa porque não tem outra opção segura", diz Ana Carolina. 

No início desse ano a prefeitura disse que quanto à reforma da praça em frente ao Nupem, e a do campinho de terra na praia, existia um projeto básico, que estava em fase de conclusão para que pudesse ser licitado e, assim, a obra pudesse ser executada. Quanto ao campinho, seria feita uma vistoria no local para constatar as necessidades específicas de reforma. "Fizeram promessa e, mais uma vez, não foram cumpridas. A população é quem paga no final por isso", desabafa a moradora.



Saneamento também é cobrado

Fundamental para a redução da pobreza, melhoria das condições de vida das pessoas e para o desenvolvimento sustentável, o saneamento é um direito de todo cidadão. No São José do Barreto isso ainda não faz parte da realidade de alguns moradores. Sem rede, o jeito é ter fossas em suas residências.

Segundo a Odebrecht Ambiental, grande parte do bairro está inserido dentro da área do Subsistema Aeroporto e apenas uma pequena parte do bairro encontra-se dentro do Subsistema Lagomar. De acordo com o Contrato de Parceria Público-Privada e seus aditivos, ambos têm previsão de serem atendidos por rede coletora de esgoto com o encaminhamento adequado para estação de tratamento até o ano de 2021.

Sem sinalização, pedestres arriscam suas vidas

Cortado pela Rodovia Amaral Peixoto, diariamente estudantes e trabalhadores cruzam a pista para pegar seu transporte. O ponto crítico fica em frente ao Centro de Convenções, onde não existe local adequado para a travessia. 

"Instalaram semáforo em frente à escola e ao condomínio da MRV, mas é preciso colocar um outro aqui em frente ao Parque de Exposições também. O fluxo de pedestres é grande dependendo do horário, assim como o de veículos, que torna a travessia muitas vezes perigosa, podendo causar um acidente e até mesmo uma morte", diz Jeferson Batista.

Outro ponto crítico fica a poucos metros dali. Andar a pé ou de bicicleta pela Estrada Antônio Guimarães Mosqueiras, que interliga o Barreto a bairros como Vila Badejo e Parque Aeroporto, é um perigo. "Não tem uma calçada ou acostamento. A gente precisa se encolher na beira para não ser atropelado por um veículo, que muitas vezes passa em alta velocidade", diz uma moradora que não quis se identificar.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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