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Sol y Mar ainda convive com problemas de infraestrutura

Moradores listam os alagamentos, a falta de segurança, o lazer e a limpeza como as prioridades

Em 14/11/2016 às 15h22


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Serviços básicos, como manutenção das ruas, chegam apenas a algumas localidades 


Quando se fala no bairro Sol y Mar, uma coisa vem logo à cabeça: alagamentos! Apesar dos investimentos milionários na região nos últimos anos em obras de macrodrenagem, tal medida não tem sido suficiente para evitar que os moradores sofram com o problema toda vez que chove na cidade. 

Após três anos da última visita ao local, essa semana o Bairros em Debate volta para mostrar que quase nada mudou na região nesse tempo.

Apesar do rápido escoamento da água, os transtornos gerados pelos alagamentos são inúmeros. Segundo alguns moradores, muitos deles já tiveram prejuízos por conta disso. "Isso é um problema de anos. Melhorou, mas ainda faz parte da realidade não só do Sol y Mar, como de vários bairros no entorno", diz Maria Angélica.

Essa área sofreu grande crescimento na última década por conta de estar localizada em um ponto estratégico, próximo ao Centro e às principais praias da cidade. Porém, um bairro, que poderia crescer e se tornar modelo para os demais, é lamentavelmente refém de sua carente infraestrutura. 


E não é só com relação aos dias de chuva que estamos falando. Além dos constantes e tristes alagamentos que ocorrem no bairro, as ruas do Sol y Mar carecem de serviços básicos em diversos aspectos.

Ruas esburacadas, calçadas obstruídas pelos entulhos ou quebradas, bueiros sem tampa ou nenhum outro tipo de proteção, além de terrenos baldios que viraram verdadeiros lixões. 

"O IPTU é cobrado todos os meses. O que não tem é assistência do poder público. O nosso bairro está abandonado", lamenta o morador Adilson Porto. 

Terrenos abandonados geram transtornos


Um dos problemas que vem sendo relatado em vários bairros da cidade, seja de classe média ou comunidades, é a falta de limpeza pública, que é uma das maiores reclamações. Segundo Adilson Porto, a maioria das ruas está coberta pelo matagal ou por entulhos. Em algumas calçadas, os dois problemas se acumulam. Além de obstruir as calçadas, esse transtorno acaba virando atrativo de pragas, como ratos, cobras, mosquitos e baratas.

Os terrenos baldios têm se tornado depósitos de todo tipo de material. São sofás, móveis velhos, entulhos, lixo, ferro e até carros abandonados. 

Falta de fiscalização e conscientização contribui com alagamentos e proliferação de zoonoses


O aspecto de sujeira e a falta de educação de alguns geram transtornos, como entupimento de galerias pluviais, o que contribui para os alagamentos. 

"Tem um bueiro aqui na Rua Cristal que toda vez que chove, pode ser o mínimo possível, ele transborda. A prefeitura não faz a manutenção preventiva das galerias, que estão cheias de lixo e terra. Quando chove alaga tudo", diz Adilson reconhecendo que parte do problema é decorrente da falta de conscientização de alguns cidadãos. "O povo também é culpado, mas a limpeza deve ser feita regularmente para evitar isso", completa.

Local não tem áreas de lazer

As praças são geralmente um ponto de encontro de moradores do bairro, sendo a principal opção de lazer para as crianças, principalmente no período de férias escolares. Mas em Macaé, quando se trata de áreas de lazer ao ar livre, a cidade deixa muito a desejar. Praças sujas, quebradas, abandonadas são o atual retrato dessas áreas.

O resultado disso não poderia ser pior: crianças brincando em parquinhos em péssimo estado de conservação, colocando em risco a sua vida durante a diversão. Mas se a situação é crítica para quem vive próximo a essas áreas de lazer, para quem mora no Sol y Mar é ainda pior. 

O bairro não possui nenhuma área de lazer, sendo a mais próxima no Campo D'Oeste ou na Praia Campista. "Estamos a poucos metros do Parque da Cidade, mas a gente não vai devido as condições dele. Está abandonado, frequentado por usuários de drogas", explica Adilson que destaca que existe um local no bairro onde poderia ser construída uma área de lazer.

"Tem um terreno que hoje está abandonado, que não sei se é público ou particular, que seria ótimo para uma praça", completa.
Sem opção de lazer, crianças e adolescentes são obrigados a brincar no meio da rua, sem nenhum tipo de segurança. Nas ruas as opções de brincadeiras acabam se tornando perigosas e põem em risco a vida das pessoas e das próprias crianças. 
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), todo menor de idade tem o direito a ter acesso ao lazer, coisa que na prática não acontece como prevê a lei. 

Iluminação precisa melhorar

A falta de iluminação em alguns pontos da cidade geralmente é motivo de reclamação. Esse tipo de situação aumenta ainda mais a sensação de insegurança da população, que vem notando um certo aumento da violência, não só em Macaé como em toda região.

Falta de iluminação aumenta a insegurança no bairro 


Esse sentimento tem tomado conta dos moradores da Rua Cristal, onde atualmente existem apenas três postes e, mesmo assim, a maioria com lâmpadas fracas. "Esse é um fator que a gente vem lutando há um bom tempo. Precisamos que instalem postes entre o número 75 e a Avenida  Carlos Augusto Tinoco Garcia, porque ali fica um breu à noite. Meu filho foi assaltado na porta de casa e levaram o carro dele. A gente já entra e sai de casa com medo, olhando tudo para não correr o risco", diz um morador que não se identificou. 

A Ampla, empresa responsável pela distribuição de energia no município, sempre ressalta que "a manutenção do funcionamento da Rede de Iluminação Pública até o ponto de entrega é de responsabilidade das prefeituras municipais. Elas são responsáveis diretamente pela substituição de lâmpadas, luminárias e demais equipamentos e materiais que compõem o ponto de iluminação". 

Ela também frisa que a taxa de iluminação cobrada mensalmente é repassada para a prefeitura, que define o valor que será cobrado. Essa verba deve ser utilizada para investir e manter a iluminação em todo o município, como, por exemplo, troca de lâmpadas queimadas, instalação de novos pontos de iluminação, entre outros. Ela orienta a população para que entre em contato com a prefeitura quando houver algum problema de iluminação na cidade. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: bairros em debate


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