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Problemas antigos ainda são realidade no Campo D'Oeste

Três anos depois da última visita da equipe do jornal, moradores voltam a reivindicar as mesmas melhorias

Em 07/11/2016 às 11h09


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Moradores apresentaram lista de reivindicações para o bairro Moradores apresentaram lista de reivindicações para o bairro
Localizado a poucos minutos do Centro, o Bairros em Debate volta a retratar a realidade do Campo D'Oeste, local que, assim como outros bairros, também apresenta alguns problemas. 

Após três anos desde a última visita, a equipe de reportagem do jornal andou pelas ruas novamente e conversou com os moradores, que voltaram a apresentar suas reclamações. De acordo com eles, os alagamentos ainda lideram a lista, já que sempre geram transtornos. 

Esse é um dos pontos que sofrem com as enchentes sempre que chove. O que chama atenção é que fica localizado a poucos metros de onde foram investidos milhões em obras de macrodrenagem nos últimos anos. 
Além disso, a população pede melhorias na área de lazer, segurança pública e manutenção nas ruas. Ela também reclama da falta de educação de alguns vizinhos, que transformam o bairro em um verdadeiro depósito de lixos e entulhos.

Alagamentos lideram a lista de reclamações

Limpeza está entre as melhorias que precisam ser feitas


Assim como os outros bairros da cidade, os alagamentos sempre trazem transtornos para quem vive no Campo D'Oeste. Os moradores relatam que, em algumas ruas, a água invade as casas, alcançando a altura da cintura.

Na semana passada, as fortes chuvas que atingiram o município resultou novamente em transtornos no Campo D'Oeste. "Estava chovendo muito, não tinha visibilidade, e quando terminei de passar pela praça senti que o carro afundou e a água cobriu o capô do carro. Quando abaixei o vidro, notei que a rua estava alagada. Tentei dar ré, mas estava muito fundo. Quando cheguei em casa, vi que não tinha mais a placa. Além disso, molhou o módulo de injeção do carro, entrou água nos faróis e o carpete ficou completamente encharcado", relatou Sílvio um dia após a enchente. 

Terrenos sofrem com lixos e entulhos

Atualmente, uma das mais insistentes reclamações ouvidas pela equipe de reportagem de O DEBATE diz respeito ao descarte irregular. O que chama atenção é que essa situação acontece, muitas vezes, por culpa da própria população, que não se conscientizou dos transtornos que isso pode causar, tanto para eles, quanto para seus vizinhos.

Essa situação também faz parte da realidade do Campo D'Oeste. Andando pelas ruas do bairro, nossa equipe encontrou alguns terrenos tomados por materiais de obras, entulhos e até veículos desmanchados. 
Além dos alagamentos, essa situação contribui também com o surgimento de zoonoses, como ratos, baratas e mosquitos.

"O bairro está sofrendo uma infestação de ratos. Eles chegam a invadir as casas, o que pode resultar em várias doenças, entre elas, a leptospirose. E tudo isso é consequência da falta de educação do povo, porque a prefeitura limpa os terrenos mas no dia seguinte já está tudo sujo novamente. Fica difícil se as pessoas não colaboram", diz Fátima Tomé.

Calçadas obstruídas

Acessibilidade fica comprometida por conta do desrespeito 


Os terrenos não só os únicos alvos do descarte irregular. As calçadas são utilizadas, em geral, como depósito ou até mesmo canteiro de obras. O resultado disso são os pedestres disputando o espaço com os veículos, já que não resta outra alternativa a não ser desviar pelo canto da rua.

E não são só os materiais de obras. Carros estacionados impedem a acessibilidade das pessoas. O caso já chegou a ser assunto em uma reportagem do jornal há alguns anos. Só que, com base nos flagrantes feitos, mesmo com a promessa da prefeitura de adotar uma medida para coibir o desrespeito, a situação permanece exatamente igual.


"Andar por aqui é uma tarefa cansativa. São vários obstáculos que a gente enfrenta. O pedestre não tem vez no bairro", diz o morador Antônio Paulo.

Caminhão não passa em rua

Um dos poucos serviços que funcionam em Macaé é a coleta de lixo. No entanto, no Campo D'Oeste o caminhão não estaria passando em algumas ruas. É o caso da Rua Asa Branca. A moradora Aline da Silva explica que é preciso caminhar com as sacolas até a esquina, onde é feito o recolhimento.

"Não sei por que não passam aqui. É uma rua larga, que permite o acesso do caminhão. E mesmo que não passasse o veículo, poderia ter um funcionário com um coletor pegando as sacolas na rua. Acaba sendo algo cansativo, ainda mais para mim que não moro tão próximo da esquina", relata.

Praça já apresenta alguns problemas

Recém-reformada, praça já apresenta problemas 


A praça Álvaro Miranda Filho foi uma das contempladas com o serviço de revitalização. No entanto, infelizmente, já apresenta problemas devido à falta de manutenção e também por conta do vandalismo. 

O parquinho, por exemplo, já tem parte dos brinquedos quebrados. Balanço? Ele nem existe mais. Segundo os pais, a falta de cuidado acaba tornando a diversão em algo perigoso. "Sempre reivindicamos o playground aqui, e quando conseguimos não dura nem um ano. Eu só deixo meu filho brincar porque não tem outra opção e mesmo assim supervisionando", explica Sílvio.



Já o campo, que ainda é de areia, acaba se tornando um atrativo para doenças na pele. "Como ele fica aberto, entram animais de rua aqui e fazem suas necessidades. A gente joga bola nos expondo a várias doenças. O ideal seria fazer um campo com piso de cimento", diz Pedro Henrique. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: bairros em debate


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