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Ajuda de Cima ainda aguarda melhorias em infraestrutura

Na lista de reivindicações dos moradores estão a construção de área de lazer e instalação de redutores de velocidade

Em 31/10/2016 às 14h56


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Associação de Moradores orienta a população a se cadastrar para regularizar a água no bairro


Com o objetivo de atender a população e cobrar promessas já feitas das autoridades, que até hoje não foram cumpridas, o BAIRROS EM DEBATE volta essa semana à comunidade Ajuda de Cima. A última visita da nossa equipe foi em outubro de 2015, no entanto, passou o tempo e a situação no local continua da mesma forma. 

Desde que foi criada, no meado da década de 90, a comunidade apresenta uma série de problemas de infraestrutura. Uma das situações que os moradores destacam é a questão do abastecimento de água. "De um tempo para cá, como ampliaram a rede da Cedae, o problema melhorou. No entanto, ele existe ainda", diz o morador Francisco de Assis. 


Inclusive, na semana passada, a nossa equipe presenciou uma cena que chamou a atenção da população: o desperdício bem na entrada do bairro. "É um bem que está tão escasso, não só em Macaé, como no mundo todo. Temos que poupar para não faltar. Eu olhei e vi que era de um vizinho aqui, avisamos que estava transbordando e ele fechou tudo", diz Samuel. . 

No final do ano passado, cansados de esperar a boa vontade dos órgãos responsáveis, a Associação de Moradores abriu, por conta própria, algumas ruas e colocou os canos para que a distribuição pudesse ser feita em todas as residências. A medida foi adotada para que toda a população pudesse ser contemplada com o abastecimento. 

Após isso ser feito, agora a luta é para regularizar todos os moradores. "A gente precisa da adesão de todos. Tem algumas pessoas que precisam fazer o cadastro na Odebrecht, que inclusive esteve no bairro várias vezes para fazer isso. Enquanto não tiver 80% da população cadastrada, a concessionária não vai liberar a água", explica o vice-presidente da Associação de Moradores, Valdir de Aguiar. 

Sem área de lazer, nada para fazer 

População aguarda posicionamento do governo sobre praça 


A falta de áreas de lazer também voltou a ser apontada como um dos problemas da comunidade.
"As crianças e jovens não têm onde brincar e jogar bola. Os adultos não contam com um espaço para sentar e conversar. Infelizmente as brincadeiras acontecem na rua, podendo causar um acidente", relata um morador. 

A população completa dizendo que existe um projeto da prefeitura para a construção da praça, o problema é que o local onde eles querem fazer isso representa, segundo ela, riscos por conta da acessibilidade.

"Ouvi dizer que iriam fazer a área de lazer, mas não concordo com o local escolhido, devido ao intenso fluxo de veículos que passa perto. Querem fazer lá na baixada, ou seja, as nossas crianças teriam que atravessar uma rua super movimentada para brincar", alerta o morador, que não quis se identificar. 

Travessia apresenta riscos

Reforço na sinalização é fundamental para evitar acidentes 


Boa parte da população do bairro precisa ir até a Ajuda de Baixo para ter acesso a alguns serviços, entre eles, a escola, que atende vários jovens que vivem ali. O problema é que para chegar até lá, apesar de estar a poucos metros de distância, é preciso fazer uma travessia arriscada na Estrada do Imburo.

Mesmo com redutores de velocidade e faixa de pedestre, as pessoas alegam que se sentem inseguras ao atravessar a via. "O ideal seria colocar um semáforo, como fizeram na entrada do Jardim Franco, a poucos metros daqui. São poucos que param para dar passagem. A gente precisa esperar um tempão ou até mesmo se arriscar entre os veículos para chegar ao outro lado da rua. A maior preocupação é com os estudantes, que passam por aqui toda hora", diz Francisco. 

Apesar de ser de competência da prefeitura implantar a sinalização mais adequada de modo que garanta a segurança de todos, os motoristas também precisam respeitar algumas normas a fim de preservar a vida dos pedestres. 

O Art. 70 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) explica que na travessia sobre faixas delimitadas para esse fim, os pedestres terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas a sinalização vertical. Deixar de dar preferência de passagem nesses casos é considerado uma infração gravíssima, podendo o infrator ser multado. 


Ainda em relação ao trânsito, outro pedido é para a instalação de redutores na Rua Elias Agostinho. "Os veículos, principalmente os ônibus, passam por aqui em alta velocidade. Muitos trechos são estreitos e não contam com calçada. As pessoas correm o risco de serem atropeladas, principalmente as crianças e jovens que brincam nas ruas porque não há um espaço adequado", alerta Francisco. 

O vice-presidente do bairro relata que já fez o pedido à secretaria de Mobilidade Urbana de algumas pendências. "Já solicitamos a sinalização na entrada da Ajuda de Cima, próximo ao posto de gasolina. E reabrir também o trecho fechado, pois está dificultando a circulação dos ônibus, que quando descem já até bateram de raspão nos pilares que colocaram no meio. Só que não chegou, igual do Jardim Franco, sendo que pedimos primeiro e até hoje nada. Está muito perigoso. Na rotatória também necessitamos de um radar, porque o povo corre muito ali. São medidas que podem evitar tragédias", alerta.

Limpeza precisa melhorar

Sujeira evidencia a necessidade de mutirões no bairro 


Entre os problemas que fazem parte do cotidiano da Ajuda de Cima está a ineficiência do serviço de limpeza. Segundo Valdir, é preciso ter mais agilidade a fim de evitar que terrenos badios e calçadas virem depósito de lixo e entulhos.

"O bairro está muito sujo, com bastante entulho. Eu pedi uma limpeza tem 25 dias. Inclusive, na quarta-feira (26) veio uma equipe aqui fazer a manutenção de bueiros. Mas o serviço se baseou apenas nisso. Poderiam ter feito a capina e o recolhimento dos resíduos. Queremos pedir à prefeitura que dê uma atenção maior para a gente, pois estamos esquecidos. Se mandar uma equipe de 15 em 15 dias, ou até mesmo de 20 em 20, já iria ajudar bastante. O morador joga em qualquer lugar porque não tem o local adequado para isso", explica o representante do bairro.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães e Marianna Fontes


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Tags: bairros em debate


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