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População cobra melhorias na Aroeira

Entre as reivindicações dos moradores estão a manutenção das ruas e reforma das duas áreas de lazer

Em 12/09/2016 às 15h12


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Bairro na área central é considerado um dos mais antigos de Macaé Bairro na área central é considerado um dos mais antigos de Macaé
Nove meses se passaram desde a última visita do Bairros em Debate a Aroeira. Desde então, pouca coisa mudou. Pelo menos é o que alegam alguns moradores. Essa semana, a nossa equipe voltou ao local para conversar com a população. 
Apesar dos problemas, a maioria diz que gosta de morar no bairro. A Aroeira está situada em um ponto estratégico, a poucos minutos do Centro e das Linhas Verde e Azul. Estima-se que vivam ali cerca de 1.800 famílias. 

Ao contrário de áreas que vêm sofrendo crescimento acelerado, a Aroeira ainda possui características de uma cidade do interior. A maioria dos moradores passou boa parte da vida, senão toda ela, no bairro, que é tido como o "berço" de Macaé.
Mas, assim como em qualquer outro lugar, essa região também convive com alguns problemas que parecem já fazer parte da história local. Entre as reclamações estão a falta de manutenção em algumas vias e as áreas de lazer em péssimo estado de conservação. 

Ruas precisam de manutenção

Há poucos dias, a Rua Alcides Mourão, a principal do bairro, foi contemplada com asfalto novo. Apesar de a melhoria ter sido bem aceita pela população, os moradores ressaltam que as prioridades são as ruas internas do bairro, pois essas são as que não recebem atenção há um bom tempo. 

Enquanto a Rua Alcides Mourão foi recapeada, vias internas aguardam manutenção


Em alguns trechos percorridos por nossa equipe, os buracos dificultam a passagem dos carros. Um exemplo disso fica nas esquinas das ruas Vitória Régia com Alzira Maria da Silva Guimarães. Já o outro flagrante registrado localiza-se a poucos metros de onde o asfalto novo foi feito, na Rua dos Flamboyants.

"Fizeram o asfalto onde estava bom e deixaram onde tinha maior necessidade na mesma situação. Enquanto na principal, onde fizeram campanha política há alguns dias, está tudo lindo, dentro do bairro está cheio de buracos", desabafa um morador, que pede para não ser identificado.


Como não há sinalização, um veículo em alta velocidade poderá vir a bater no buraco, ou frear bruscamente, podendo causar acidentes em outros veículos. Muitas vezes, o desvio também coloca em risco a segurança de outros motoristas.

Moradores pedem revitalização de praça

Um dos principais pontos abordados em recentes visitas do Bairros em Debate na Aroeira foi a situação da Praça Arlindo Mourão. Como sempre, a equipe vem relatando o péssimo estado em que ela, que é a principal área de lazer do bairro, se encontra. 

Moradores aguardam a colocação dos novos brinquedos no parquinho infantil


Desde o ano passado, a prefeitura vem revitalizando algumas dessas áreas de lazer, mas, pelo visto, isso ainda não chegou a Aroeira.

O parquinho, que deveria ser um local seguro para as crianças brincarem, espera pela instalação dos novos brinquedos. Os antigos, que eram de fibra, estavam quebrados, colocando em risco a segurança dos menores. 

No início do ano passado, a secretaria de Manutenção informou que aguardava a chegada dos novos brinquedos para instalação. O órgão ressaltou, na ocasião, que todos os parques infantis da cidade seriam padronizados de acordo com as normas de segurança. Algum tempo depois, a situação permanece da mesma forma. 

"As crianças acabam brincando na rua porque a praça do bairro está abandonada. Tiraram o parquinho e não fizeram mais nada ali. A gente fica sem ter onde levar os nossos filhos porque não existem opções perto de casa", diz a dona de casa Valéria. 

A poucos metros dali, na Praça Juvenal Barreto, a situação é ainda pior. O mato toma conta do pouco que sobrou. Se não fossem os bancos daria para confundir o espaço com um terreno baldio.   

Falta de limpeza e conscientização

Andar em alguns trechos do bairro é uma tarefa arriscada, tudo isso porque as calçadas estão se tornando depósito de lixos e entulhos. Na Praça Juvenal Barreto, além do matagal, a nossa equipe encontrou lixo tecnológico. 

Limpeza no bairro depende de esforço do poder público e da população 


A poucos metros dali, no final da Rua Juvenal Barreto, nas margens do Canal do Capote, restos de material de obras se misturam ao lixo doméstico. É possível notar que parte dos resíduos foi queimada, situação que contribui ainda mais com a degradação ambiental. Esse assunto chegou a ser destacado no último Bairros em Debate. No entanto, nem o poder público adotou uma medida e nem a população mudou os seus hábitos.


"Aqui, com ou sem a caçamba fica assim. O pessoal não respeita o dia de coleta e joga de tudo. É o mini-lixão da Aroeira. Depois, a maioria que faz isso quer reclamar das enchentes e dos ratos que invadem as residências. Tinha que ter punição para quem faz isso, mas aí depende também do poder público ser mais rigoroso e fiscalizar", diz a moradora Denise Souza.

Vale enfatizar que utilizar logradouros públicos da cidade, principalmente calçadas, como depósito de lixo doméstico, industrial, hospitalar ou entulhos é considerado crime de acordo com a Lei municipal 3.371/2010. 

Acessibilidade comprometida

Andar a pé pelas ruas da Aroeira pode ser algo exaustivo e perigoso. Isso ocorre porque as calçadas, além de não atenderem aos padrões, estão cheias de buracos ou tomadas por entulhos. 

"Tem morador que não respeita e se acha o dono da calçada. Larga a pilha de cimento em frente de casa, ou simplesmente joga os entulhos ali. Com isso, o pedestre não consegue circular e precisa fazer o desvio pelo meio da rua, podendo ser atropelado. Na minha rua, por exemplo, existem dois casos assim", denuncia um morador que pede para não ter o nome divulgado. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: bairro em debate


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