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Professor lembra o papel do Nupem na criação do Parque Jurubatiba

Marco Antonio Lopes Cruz, coordenador do Projeto EXTPESQ destaca que a criação do Parque foi uma das principais ações do Núcleo

Em 03/09/2016 às 11h47


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O Nupem segue esta semana com cursos para agricultores da cidade e região


Criado em 1998, o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba é considerado mais que um reduto da fauna e flora das restingas e segue entre as Unidades de Conservação mais bem preservadas no País. 

Nesta reportagem, o professor Marco Antônio Lopes Cruz, do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem) / Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador do Projeto Integrando Tecnologias Agroecológicas para Promoção do Desenvolvimento Rural em Assentamentos do Município de Carapebus-RJ e Mitigação dos Impactos Ambientais no PARNA Jurubatiba - Projeto EXTPESQ, ressalta que uma das principais ações do NUPEM/UFRJ foi a criação do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba em 1998. 

"Este Parque Nacional é o único a proteger somente ecossistemas de restinga, preservando uma das maiores áreas e a mais representativa das restingas brasileiras. E tem mais. Atualmente, o NUPEM abre novas frentes de atuações regionais, entendendo que a sua forte inserção social como promotor e divulgador do conhecimento científico inter e multidisciplinar, pode promover o resgate da vocação agrícola da região por meio do desenvolvimento e divulgação de tecnologias agrícolas sustentáveis e ambientalmente mais seguras", explica. 

O Nupem segue esta semana com a oferta de cursos para agricultores da cidade e região. As aulas começaram na última terça-feira. A atividade faz parte da missão da instituição e da UFRJ Macaé que visam, além do ensino, a pesquisa e extensão de um estreitamento maior com a comunidade. 

Os cursos são coordenados pelo professor que enfatiza que a utilização de biotecnologias de micropropagação é vista como alternativa viável para a produção de espécies vegetais de interesse econômico e permite o aumento da rentabilidade do agricultor em função da sua melhora na produtividade e podem ser aplicadas na cultura extensiva ou na produção de plantas ornamentais e agricultura familiar. 

Segundo o docente, a definição de agroecologia a estabelece como um conjunto de conhecimentos técnicos multidisciplinar com princípios metodológicos e teóricos que permitam desenvolvimento e manejo de agrossistemas sustentáveis e esse modelo de produção agrícola, também orienta para a conservação da agrobiodiversidade e da biodiversidade em geral. 

"Fertilizantes químicos são provenientes de fontes não renováveis e a sua utilização em excesso causam problemas ambientais como eutrofização de cursos d`água e lençóis freáticos e salinização de solos agricultáveis. Além disso, pode sofrer forte variação de preços, o que prejudica agricultores de menor poder econômico. A produção de fertilizantes orgânicos é relativamente simples e pode ser adaptada a cada caso ou necessidade do agricultor. Essa combinação de técnicas biotecnológicas, associadas às práticas ecológicas responsáveis, pode aumentar a eficiência de arranjos de produção familiar com a participação de agricultores individualizados ou associados em cooperativas. Isso permitirá agregar valor a essa produção e dessa forma melhorar a renda desses trabalhadores rurais", disse. 

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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Tags: educação


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