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Parque Valentina Miranda convive com o abandono

Moradores reivindicam há mais de uma década as melhorias. Entre elas estão o lazer e a limpeza pública

Em 08/08/2016 às 15h13


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Dizem que a grama do vizinho é sempre a mais verde. Pelo menos essa é a sensação da maioria dos moradores que vive atualmente no Parque Valentina Miranda. Apesar de ser uma região tranquila, com casas de médio e alto padrão, endereço de algumas autoridades, o local segue abandonado há mais de uma década. 

Para se ter uma ideia, problemas apresentados lá, na última edição de Bairro em Debate, em 2009, fazem parte da realidade de quem vive ali até hoje. Promessas feitas há sete anos pelo poder público não foram cumpridas e acabaram ficando de herança para a atual gestão, que em quatro anos também não resolveu as demandas da população.

Diante disso, essa semana a nossa equipe de reportagem voltou ao bairro para conversar com os moradores. Entre as demandas apresentadas estão a falta de limpeza pública, lazer e saúde. "O poder público não vem aqui. O Parque Valentina Miranda está largado. Pagamos IPTU todos os anos e não fazem nada por nós. Moro aqui há 50 anos e nesse tempo vi pouca coisa ser feita. A população não acredita em mais nada", desabafa o morador José Antônio. 

Terrenos baldios se tornam problema

 Limpeza pública lidera lista de reclamações 


Seja na parte alta ou baixa do bairro, os terrenos baldios sem nenhum tipo de manutenção estão lá presentes. A situação tem gerado tanta insatisfação que moradores reclamam da falta de limpeza. Se a situação está ruim para quem vive próximo, para aqueles que moram do lado é pior ainda.

Na Rua Prefeito Eduardo Serrano, a população relata que o problema tem resultado em proliferação de zoonoses, entre eles, ratos. "Isso está assim há anos. Ninguém toma providência. É terreno com mato, restos de materiais de obras, carros abandonados. Está causando muitos transtornos para nós. A única coisa que fazem de vez em quando é a capina, mas isso não foi feito há um bom tempo como podem ver", relata uma moradora, que não quis se identificar. 


Do outro lado da rua, pedestres sentem dificuldades para transitar por conta do matagal na calçada. "O jeito é desviar pelo meio da rua. Só que acaba sendo perigoso, ainda mais por estar do lado de uma escola infantil", diz a moradora.
Infelizmente esse é só um exemplo de vários. Na praça, há entulhos na calçada. Já na parte baixa os moradores dizem que diversos pedidos foram feitos à prefeitura, mas até hoje não houve retorno. "Precisamos de um mutirão de limpeza aqui com urgência", diz Roberval ressaltando que a poda de árvores é outra pendência. "Precisamos que o serviço seja mais ágil e menos burocrático. Se você faz tudo dentro da lei, eles levam semanas e até meses para aparecer, mas se resolver fazer algo por si próprio bate fiscalização na hora", diz ele que vive no bairro há 42 anos.

Área de lazer


No topo da lista de reivindicações está a questão do lazer. O bairro todo conta apenas com uma praça na parte alta. O problema é que ela, além de não atender à demanda, também não está em condições de uso. 

"A única coisa que fazem aqui é a pintura. Mas devido a sujeira, falta de poda e de atrativos para os moradores, fica evidente que o local está abandonado. O pior de tudo é que à noite é uma escuridão e as pessoas estão transformando o local em ponto para consumo de drogas e para terem relações sexuais. Quem vive no entorno, principalmente em frente, fica com medo de entrar e sair de casa", diz um morador que não se identificou.

Moradores não contam com espaços de convivência 


Já na parte baixa crianças e jovens só têm como opção de lazer a rua. Os pais dizem que ficam preocupados com a segurança dos filhos. "Os responsáveis têm que ficar de olho porque há o risco de serem atropelados e também por conta dos assaltos que estão acontecendo. Mas, infelizmente, enquanto a praça não sair do papel essa será a opção deles", diz Robervaldo.

O morador José Antônio ressalta que foi feito um abaixo-assinado há alguns anos solicitando a construção de um espaço de convivência para os moradores. "Foram mais de mil assinaturas pedindo à prefeitura que fosse feita a praça em um terreno abandonado. Na época disseram que fariam quadra, parquinho, mas isso nunca foi adiante. Hoje esse terreno está virando um criadouro de ratos porque não recebe manutenção", relata.
Redutor de velocidade 

Sem escolas dentro do bairro, a opção mais próxima fica na Imbetiba, ao lado da entrada da base da Petrobras. A E.M. Professor Antônio Alvarez Parada fica situada na Rua Abílio Moreira de Miranda, uma das vias mais movimentadas da região. 

"Apesar de estar perto da gente, é preciso dar uma volta maior. Antes a gente tinha uma passagem, que foi fechada. Só que o caminho que as crianças fazem hoje em dia é perigoso. É uma via muito movimentada, onde os condutores passam em alta velocidade. A gente pede à Mobilidade Urbana que avalie a possibilidade de instalar um redutor ali ou um semáforo em frente a escola. Se isso não for possível, pedimos que reabram a passagem. Está perigoso. Temos os agentes na porta mas muitas vezes eles estão distraídos com o celular. Eu mesmo quase fui atropelado ali uma vez. Vai acontecer um acidente a qualquer momento", alerta o morador Getulio Rosa. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Sylvio Savino


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Tags: bairros em debate


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