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Conclusão da obra de esgotamento sanitário previsto só para 2021

Previsão inicial era de que as obras fossem concluídas no final de 2017. Os serviços estão sendo feitos pela Odebrecht Ambiental

Em 02/08/2016 às 14h58


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Enquanto o problema não é resolvido, de norte a sul, registros de vazamentos de esgoto são registrados 


Enquanto o problema do saneamento continua sendo uma das reivindicações na Capital Nacional do Petróleo, a obra do sistema de esgotamento sanitário que deveria ser concluída no próximo ano deverá ficar pronta somente em 2021. As informações foram confirmadas recentemente pelo próprio órgão municipal. 

Após procurada pela redação do Jornal, a Prefeitura disse que segundo a Odebrecht Ambiental, empresa responsável pelo esgotamento sanitário de Macaé, através do contrato de Parceria Público-Privada firmada com a Prefeitura, informou que o sistema de esgotamento sanitário de Macaé segue metas de implantação e operação, coletando e tratando mensalmente 120 milhões de litros de esgoto no município.

Porém, a previsão de conclusão do sistema de esgotamento sanitário que antes era para o final de 2017, agora é para 2021.
O órgão disse ainda que sobre a infraestrutura já implantada, o subsistema Mutum está em funcionamento desde março de 2014, período em que a Estação de Tratamento de Esgoto Mutum teve a operação iniciada. Desde então é responsável por tratar todo o efluente gerado nos bairros Mirante da Lagoa, Orla da Praia Campista e Praia dos Cavaleiros, Vivendas da Lagoa, Morada das Garças, São Marcos (parte), Jardim Guanabara e parte de Imboassica, em atendimento a cerca de 10 mil pessoas. 

Ainda segundo as informações, após 9 meses de obras, a Odebrecht Ambiental iniciou a operação da primeira etapa do subsistema Centro, que conta com 42 km de rede coletora, 11 km de linha de recalque, 38 estações elevatória e um módulo de tratamento de esgoto com capacidade para tratar 100l/s beneficiando 40 mil pessoas dos bairros Granja dos Cavaleiros, Vale Encantado, Bairro da Glória, Novo Cavaleiros, Cancela Preta e São Marcos (parte). 


Os esforços agora estão direcionados para conclusão do subsistema Centro, que contará no total com 185 km de rede coletora, 57 estações elevatórias, uma Estação de Tratamento de Esgoto com capacidade para tratar 300 l/s, que beneficiará 120 mil pessoas de 23 bairros da região central de Macaé. 

Mas enquanto a obra não é concluída, tanto os bairros mais distantes, quantos os localizados na área central registram diariamente vazamento de dejetos. Além disso, os próprios recursos naturais, como Rio Macaé, manancial responsável por abastecer toda cidade segue como depósito de esgoto in natura. 

Previstas para estarem concluídas ao final de 2017, as obras deverão ser realizadas nos bairros Vale Encantado, Lagoa, São Marcos, Granja dos Cavaleiros, Novo Cavaleiros, Glória, Cancela Preta, Riviera Fluminense, Sol y Mar, Jardim Vitória, Nova Macaé, Botafogo, Aroeira, Miramar, Visconde de Araújo, Campo D'Oste, Novo Horizonte, Praia Campista, Costa do Sol, Alto dos Cajueiros, Imbetiba, Centro e Cajueiros.

Ainda segundo dados do próprio órgão, por meio de matérias veiculadas no site, antes da interrupção do serviço, devido às eleições, em novembro de 2012, antes do início da PPP, apenas 28% da população de Macaé tinha seu esgoto coletado. O município não contava com tratamento de esgoto, que era lançado in natura diretamente nos recursos hídricos, principalmente na Lagoa de Imboassica e no Rio Macaé. 

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: geral, meio ambiente


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