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Profissionais cobram cobertura na área de desembarque dos peixes

De acordo com relatos, desde que desabou há mais de três meses, a tenda que havia no local nunca mais foi colocada

Em 11/05/2016 às 15h35


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Muitos peixes acabam estragando devido o tempo decorrido entre o descarregamento e a pesagem até serem colocados nos caminhões

A Capital Nacional do Petróleo continua sendo alvo de reclamação por parte dos munícipes. Dessa vez, os relatos são dos profissionais da pesca. "Estamos sofrendo, os peixes apodrecendo por causa do sol, e até agora nada foi feito por nós". Com essas palavras, os pescadores relatam a situação a que estão expostos há cerca de três meses. 

De acordo com eles, a tenda que havia no local de desembarque e pesagem dos peixes para serem colocados no caminhão desabou, e até o momento não foi colocada no lugar. 

"Já entramos em contato com a Prefeitura. A última informação que tivemos é no sentido de que o serviço será feito, mas até o momento nada. Enquanto isso, além de ficarmos expostos ao sol e chuva no ato do descarregamento, nossos produtos permanecem estragando", disse um pescador. 

Para evitar que os peixes estraguem com mais facilidade, às vezes eles optam por fazer o descarregamento à tarde. "Por volta de 16h fica mais tranquilo e dá para fazer o serviço, mas nem sempre podemos esperar o entardecer para cumprir essa tarefa", disse outro profissional. 

Familiares dos profissionais chamam a atenção para o descaso do órgão público com os pescadores. "Normalmente, eles ficam entre dez e quinze dias no mar, sendo que, durante esse tempo, os peixes permanecem apenas sob refrigeração. Por isso, sua durabilidade fora do gelo não é grande. Assim, quando ficam muito tempo expostos ao sol, estragam rápido, ou quando não chegam a estragar apresentam aspecto não tão fresco, e com isso perdem o valor. Eles são produtos perecíveis e não podem ficar expostos", disse um familiar que prefere não se identificar. 

Desde o final de junho do ano passado, alguns profissionais que trabalham nas bancas fornecendo os pescados para a população e região, passaram a contar com um espaço para a comercialização dos produtos. De acordo com informações da própria Prefeitura, o novo espaço conta com um moderno prédio, com bancas para abrigar os comerciantes do pescado, construídas no térreo. São bancas azulejadas, com pia para lavar os peixes e balança digital. A parte externa recebeu blindex. Na parte alta foram construídas as salas exclusivas para a administração.

Ainda segundo dados disponibilizados pelo órgão, o pátio externo conta com piso concretado, área com jardinagem e postes com luminárias e bancos, contando com áreas laterais para passeio e circulação. A obra possui rede de esgoto, cisternas para armazenagem de água de consumo e para a água de reúso, estação de tratamento de água industrial, para garantir a higiene e limpeza do pescado comercializado. O novo Mercado conta com o controle de qualidade do que entra e do que é vendido à população. Uma veterinária vai realizar o controle do pescado, garantindo a fiscalização rigorosa em todos os produtos da pesca, só sendo comercializado o pescado de qualidade. 

No entanto, alguns profissionais continuam atuando no antigo espaço, uma vez que não foi possível alocar todos no novo ambiente. 

Com relação à demanda dos profissionais que fazem o desembarque dos pescados embaixo de sol e chuva, até o fechamento da edição o órgão não havia se pronunciado.  

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: geral


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