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‘Brasil Offshore’ deve injetar mais de R$ 50 milhões no município

Previsões são relativas apenas a valores de arrecadação durante os quatro dias de evento

Em 19/03/2015 às 10h32


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Mesmo com a crise do setor, cerca de 90% dos estandes para o evento já foram vendidos Mesmo com a crise do setor, cerca de 90% dos estandes para o evento já foram vendidos
Acompanhando as expectativas pelo Lançamento da 8ª edição da "Brasil Offshore - Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás", realizado hoje pela manhã no Bairro da Glória, esta semana O DEBATE conversou com alguns dos principais representantes públicos e privados do setor na cidade - são eles o secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, Vandré Guimarães e o Presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé, Antonio Martius Gondim. 

Perguntados sobre a viabilidade da Feira para este ano frente à desaceleração do setor de óleo e gás, os dirigentes reforçaram ainda mais a importância do acontecimento.

"Traduzindo em números, na contrapartida ao investimento de R$ 14 milhões, usados na reforma do Centro de Convenções, apenas nos quatro dias de realização da feira, a estimativa é de que a cidade tenha um retorno avaliado em R$ 53 milhões", destacou Vandré, salientando ainda o evento como a grande vitrine, não só do município, mas do país, no atual momento de enfraquecimento da cadeia produtiva de petróleo.

"Não é mais novidade que este desaquecimento pelo preço do barril é mundial. Tenho contato com pessoas em várias partes do mundo que atuam em grandes polos do setor como Houston, no Texas, e até mesmo no México (atualmente um dos poucos lugares com o petróleo em alta), onde existe desemprego. Por outro lado, é inegável que, em nosso país, temos outro agravante por conta da questão da Petrobras. Mas, mesmo assim, já temos sinal verde sobre ações estáveis da companhia para os próximos anos. Neste sentido, a previsão é de que, na contrapartida à venda dos aditivos referentes a projetos de longo prazo, a empresa aponte novos estímulos aos resultados de curto período e, neste quesito, a Bacia de Campos é área estratégica. Não por acaso, a P-61 no campo de Papa-Terra acabou de entrar em atividade", explica o secretário, enfatizando que, diferentemente do que se supõe, diversas empresas atuantes na região ainda têm contratos de apoio à produção garantidos pelos próximos cinco a dez anos com a Petrobras - garantindo a manutenção de uma boa fatia dos empregos referentes ao segmento offshore na cidade.

"No final de 2013 existiam 133 mil postos de trabalhos ocupados em Macaé. No mesmo período de 2014 (mesmo com a deflagração da crise econômica nacional), este número subiu para 137 mil postos. Na prática, isso significa dizer que o que diminuiu não foram as ofertas de emprego, mas sim a massa salarial referente a cargos mais altos não ligados diretamente à cadeia produtiva", pontua.
Ainda de acordo com Vandré, cerca de 90% dos estandes para o evento já foram vendidos.
Para o presidente da Acim (Associação Comercial e Industrial de Macaé), Antonio Martius Gondim, a realização do evento se torna crucial por motivos além da economia.

"Além dos inegáveis números de adesão de empresários do setor à Feira, mais do que nunca é importante firmarmos nosso voto de compromisso com eventos do calendário oficial este ano, até mesmo para manter nossa marca", finalizou Gondim.
Sobre o evento 

Realizada entre os próximos dias 23 e 26 de junho, a Brasil Offshore 2015 é terceira maior feira de petróleo e gás do mundo - perdendo em tamanho apenas para a Offshore Technology Conference (OTC), realizada em Houston, Texas (EUA) e a Rio Oil & Gas, que acontece no Rio de Janeiro de dois em dois anos . Em Macaé, a oitava edição do evento, que reúne feira e conferências ligadas à indústria de petróleo e gás, acontecerá no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho.


Autor: Guilherme Magalhães guilherme@odebateon.com.br

Foto: Arquivo


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